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OS MILAGRES

O milagre é uma intervenção livre de Deus, fora do curso normal da natureza. (Santo Tomás de Aquino)
A parapsicologia possui uma divisão específica para casos que transcendem os fenômenos humanos. São chamados de fenômenos Supranormais, sobrenaturais - SN - (milagres).
O cientista não pode ver a Deus atuando. A divindade e as conseqüências religiosas dos fatos, não são objeto direto da ciência.
Esta se limita aos aspectos fenomenológicos, aos fatos. Determina também, o ambiente e o contexto histórico, como um aspecto a mais dos fatos.
A parapsicologia estuda as características e ambiente em que ocorrem os milagres.
Com esse estudo se chegou a conclusões fantásticas.
Tal verificação científica demonstra que os prodigiosos fenômenos sobre-humanos, SN, ocorrem, única e exclusivamente, num contexto religioso-divino-cristão-católico.
Os Milagres são, pelo seu contexto, a assinatura (prova) de Deus para toda sua doutrina. Não são favores particulares de Deus em sua essência ( é claro que acaba sendo para quem recebe); mas num sentido amplo e que vale para toda a humanidade, são as provas irrefutáveis da existência de Deus e sua assinatura para toda sua doutrina.
Cada aspecto da doutrina está confirmada por milagres através da História. Por exemplo: a Eucaristia - confirmada por muitos milagres eucarísticos.
Poderíamos descrever a parapsicologia, como um dos ramos da ciência que estuda o incomum.
E que interessa muito à religião por dois motivos: primeiro, porque muitíssimas religiões fundamentam-se nestes fenômenos, sem jamais tê-los estudado. Segundo, para se ter uma religião racional, culta.
Robert Amadou, padre melquitamaronita (católico), que é parapsicólogo, define a Parapsicologia como o estudo dos fundamentos, verdadeiros ou falsos, de todas as religiões. Podemos dizer que é um estudo dos milagres verdadeiros ou falsos. A partir desse estudo sobre milagres, a ciência comprovou que os únicos fenômenos supranormais verdadeiros, os ditos milagres, só ocorreram em ambientes do antigo judaísmo e no mundo católico.
Após o cisma ou reformas protestantes, os milagres cessaram nos ambientes cismáticos e protestantes, enquanto na Igreja Católica eles continuaram em profusão. Os racionalistas, principalmente no século XIX, organizaram uma campanha mal intencionada, arrastando multidão de pessoas cultas, inclusive teólogos protestantes (chamados liberais) e católicos (modernistas). Deturparam caluniosamente até a definição de milagre, como se fosse violação, suspensão ou derrogação das leis da natureza. A maioria dos "especialistas" (?) acreditam hoje que essa falsa definição é a verdadeira, e por tão crasso erro opõem-se ao milagre.
Na realidade, até o senso comum popular sabe que milagre é um fato no nosso mundo devido à intervenção de uma força sobrenatural. O milagre, por essência, não tem explicação natural. Tem que ser superior às forças da natureza. Por ser fato observável pertence às Ciências de Observação. O conjunto dos ramos da ciência que estudam o maravilhoso chama-se parapsicologia.
E por ser devido a um agente sobrenatural interessa à teologia.
Antes da pesquisa, o milagre poderia, hipoteticamente, dever-se a demônios, espíritos, fadas, deuses... "A gosto do consumidor". Após as pesquisas – hoje podemos dizer: – comprovou-se que milagres só acontecem em ambiente – religioso divino.
Mais: sucessivamente só em ambiente judaico antigo, depois
cristão até a separação de protestantes e cismáticos; depois só em ambiente católico.
Neste ponto há descobertas muito significativas. Por exemplo, na
incorrupção verdadeira de cadáveres (diferente de mumificação, saponificação, congelamento, etc, etc); na Catedral de Canterbury (anglicanos) há um cadáver incorrupto; e muitos cadáveres incorruptos na antiga Rússia (cismáticos). Mas todos esses cadáveres são de santos antes do protestantismo e do cisma!
Depois continuou havendo muitos incorruptos, só no catolicismo... Concretamente o "Dom de línguas". No dia de Pentecostes São Pedro falou, ao mesmo tempo, 18 línguas diferentes. Ou nenhuma. Ou uma só. Mas foi entendido, cada um na sua própria língua, por milhares de pessoas. Milagre. Ambiente divino. Daí se deduz que Deus é o autor.
Nunca em nenhum outro ambiente, em nenhuma parte do mundo, em nenhuma época, alguém falou ao mesmo tempo nem sequer duas línguas.
O que pode ocorrer é o fenômeno parapsicológico humano chamado xenoglossia. Por esta faculdade, uma pessoa pode falar uma língua estrangeira – ou várias línguas sucessivamente - sem nunca tê-las aprendido conscientemente. Deve-se à memória total e faculdades de adivinhação inconscientes.
Causa forte impressão, mas é fenômeno natural. Todos os apóstolos falavam o dia inteiro as línguas e dialetos das regiões que visitavam. São Vicente Ferrer pregava o dia inteiro em todos os inumeráveis dialetos da Europa do século XV, etc.milagres. Há outros muitos tipos de milagre: revitalização de mortos; reparação instantânea com recuperação de substâncias óssea, muscular... (até pernas inteiras após anos de cortadas e enterradas); cura instantânea e definitiva da gangrena; cura de cegueira por atrofia ótica ou mesmo falta do olho; multiplicação de alimentos; tempestades do mar instantaneamente acalmadas, etc. Fenômeno por fenômeno, a Parapsicologia conhece hoje os limites naturais, superados imensamente pelo milagre ou poder divino. Muitos e claríssimos milagres.
Comprovou-se que a finalidade do Milagre é sempre e principalmente confirmar e fundamentar a fé racional na única Revelação e religião verdadeiras.
Invocando o nome do Senhor
Ao verdadeiro cientista, ao observador dos fatos, uma circunstância logo chama a atenção, antes mesmo de debruçar-se na análise dos próprios milagres. No Antigo Testamento, os fazedores de milagres jamais pretenderam fazê-los por uma força própria ou usando as forças da natureza: invocavam o nome de Iahweh - oração de petição - e a Ele atribuíam os Milagres. Os textos são inumeráveis. Por exemplo:"O povo murmurou contra Moisés... Moisés clamou a Iahweh e Iahweh lhe mostrou... pois Eu sou o senhor que te ama" (Ex 15, 24-26) Exatamente igual os apóstolos e discípulos. Oram antes de "realizar" o milagre: "Pondo-se de joelhos, orou" (At 9,40). Invocam o nome de Jesus para realizar os milagres: "Senhor, até os demônios (doenças internas, que na época eram mais misteriosas e difíceis de abordar) se nos submetem em Teu Nome" (Lc 10-17); "Sabei todos vós, assim como todo o povo de Israel: é pelo nome de Jesus Cristo Nazareno..., é por Seu Nome e por nenhum outro" (At 4,10). E a mesma circunstância se observa em todos os "fazedores de milagres" (quem realiza é Deus) ao longo da história. Jesus pelo contrário, nunca orou para realizar um milagre, fazia-os pelo Seu próprio poder, porque "Eu e o Pai somos um" (Jo 10,30).
Menos na revitalização de Lázaro, quando antes, Jesus orou e agradeceu ao Pai, mas "digo isto por causa da multidão que me rodeia, para que creiam que Me enviaste". (Jo 11- 42)

Mistérios da Bíblia

O que a alma vê no outro mundo



A morte não é como muitos a imaginam. Na hora da morte, teremos que ver e passar por muitas coisas para as quais não estamos preparados. O objetivo desse artigo é o de ampliar e expandir e pormenorizar nossa compreensão sobre a inevitável separação do nosso corpo mortal.
Para muitos, a morte é como dormir sem sonhar.Você fecha os olhos, adormece e nada mais existe, apenas a escuridão. Só que dormir termina ao amanhecer e a morte é para sempre. A muitos, o desconhecido é o que mais assusta: "O que acontecerá comigo?" E então procuramos não pensar na morte. Entretanto lá no nosso íntimo sempre existe o sentimento do inevitável e uma ansiedade inquietante. Cada um de nós terá de atravessar esta fronteira. Deveriamos pensar e nos preparar para isto. Alguém pode perguntar: "Mas pensar e se preparar para que? Isto não depende de nós. Chega a nossa hora, morremos e pronto. Mas enquanto ainda há tempo, é preciso tomar tudo da vida, tudo aquilo que ela pode nos proporcionar: beber, comer, amar, conseguir o poder e a glória, o respeito, ganhar dinheiro, etc. Não se deve pensar sobre nada desagradável e difícil e, claro, nem cogitar sobre a morte." Muitos agem assim.
E, mesmo assim, às vezes, outros pensamentos perturbadores passam pela nossa cabeça: "E se não for assim? E se a morte não for o fim, e após a morte do corpo, eu, inesperadamente para mim mesmo, de repente me encontrar em condições completamente novas, conservando a capacidade de ver, ouvir e sentir?" E o mais importante: "E se, o nosso futuro no além, de alguma forma depender do como vivemos a nossa vida e de como éramos antes do momento de cruzar a soleira da morte?"
Reunindo os relatos das pessoas que sobreviveram à morte clínica, emerge o seguinte quadro do que a alma vê e experimenta, ao separar-se do corpo. Quando a morte se processa e a pessoa atinge o limite de desfalecimento, ela ouve quando o médico a considera morta. Em seguida, ela vê seu "sosia" - um corpo inerte - deitado abaixo dela, e os médicos e as enfermeiras tentando revive-la. Essas imagens inesperadas provocam um grande choque na pessoa, porque, pela primeira vez na vida ela se vê do lado de fora. E aí ela verifica que as suas capacidades habituais - ver, ouvir, pensar, sentir etc. - continuam a funcionar normalmente, só que agora independentes do seu envolucro exterior. Flutuando no ar, acima dos outros que se encontram no quarto, a pessoa instintivamente tenta comunicar-se, dizer algo ou tocar alguém. Mas, para seu horror, percebe que está isolada dos outros: ninguém a ouve, nem sente o seu toque. Além disso, ela fica admirada ao sentir uma sensação inacreditável de alívio, serenidade e até mesmo alegria. Não há mais aquela parte do "eu" que sofria, exigia algo e queixava-se sempre de tudo. Sentindo tal alivio, a alma do morto normalmente não quer voltar ao seu corpo.
Na maioria dos casos documentados da morte temporária, a alma, após observar por alguns momentos o que se passa ao redor, volta ao seu corpo físico, e nesse momento, o conhecimento do outro mundo é interrompido. Mas, às vezes, a alma dirige-se adiante para o mundo espiritual. Alguns descrevem essa sensação como movimento num túnel escuro. Após isso, as almas de algumas pessoas vão para um mundo de grande beleza, onde, às vezes elas encontram parentes, que morreram anteriormente. Outras, vão parar numa região de luz e encontram-se com um ser de luz, do qual emanam grande amor e compreensão. Alguns afirmam que é o nosso Jesus Cristo, outros que é um anjo. Mas, todos concordam que é alguém repleto de bondade e compaixão. Alguns ainda, vão parar em lugares tenebrosos e, voltando, descrevem terem visto seres cruéis e repugnantes. Ás vezes, o encontro com o misterioso ser luminoso é acompanhado de uma "revisão" da vida, quando a pessoa começa a lembrar do seu passado e faz uma avaliação moral dos seus atos. Após isto, alguns vêem algo semelhante a uma cerca ou fronteira. Eles sentem que, uma vez ultrapassada esta fronteira, não poderão voltar ao mundo físico.
Nem todos os que sobreviveram à morte temporária passaram por todas essas fases. Uma porcentagem significativa de pessoas que voltaram à vida, não se lembram de nada que aconteceu com eles "lá." As etapas citadas são colocadas em ordem de sua freqüência relativa, começando com as que ocorrem mais freqüentemente e terminando com as que são mais raras. Segundo os dados do Dr. Ring, aproximadamente um de cada sete que lembram-se da existência fora do corpo, viu a luz e conversou com o ser de luz.
Graças ao progresso da medicina, a reanimação dos mortos passou a ser um procedimento quase padrão em muitos hospitais atuais. Antigamente, isso quase não existia. Por isso, existe uma certa diferença entre os relatos da vida pós - morte na literatura antiga, mais tradicional, e na moderna. Os livros religiosos mais antigos, relatando sobre a aparição da alma dos mortos, contam sobre visões no paraíso ou no inferno e sobre encontros com anjos ou demônios. Esses relatos podem se chamar de descrições do "cosmo distante," já que retrata o mundo espiritual distante de nós. Os relatos modernos, anotados pelos médicos - reanimadores, ao contrário, descrevem principalmente quadros do "cosmo próximo" - as primeiras impressões da alma que acaba de deixar o corpo. Esses relatos são interessantes pois complementam a primeira categoria de relatos (dos tempos mais antigos) e nos dão a possibilidade de entender com mais clareza aquilo que espera cada um de nós Entre estas duas categorias, está a descrição de K. Ixcul, publicada pelo Arcebispo Nikon em 1916 nas "Páginas da trindade" sob o título "Inacreditável para muitos, mas aconteceu" que abrange os dois mundos - o "distante," e o" próximo." Em 1959, o "Mosteiro da Santíssima Trindade" reeditou esta história numa brochura separada.Vamos apresenta-la aqui de uma forma abreviada. Este relato envolve elementos da literatura antiga e contemporânea sobre o mundo após morte.
K. Ixcul era um típico jovem intelectual da Rússia antes da revolução. Ele foi batizado quando criança e cresceu no meio ortodoxo, mas com era comum entre os intelectuais, era indiferente à religião. Às vezes entrava numa igreja, comemorava as festas de Natal e Páscoa, até comungava uma vez por ano, mas considerava muitos ensinamentos da religião ortodoxa como sendo superstições arcaicas, inclusive o ensinamento sobre a vida após a morte. Ele tinha certeza que com a morte terminava a existência do homem..
Certa vez, ele teve pneumonia. A doença se tornou séria e demorada, e enfim ele foi internado no hospital. Ele não pensava sobre a morte que se aproximava e esperava ficar bom logo e recomeçar as suas atividades habituais. Certa manhã, ele de repente, sentiu-se muito bem. A tosse passou, a febre baixou. Ele pensou, que enfim, estava curado. Mas, para seu espanto, os médico ficaram preocupados e trouxeram oxigênio. E depois - calafrios e completa apatia por tudo que estava em sua volta. Ele conta:
"Toda a minha atenção concentrou-se em mim mesmo... é como se ocorresse bipartição... apareceu o homem interior - o mais importante, que tinha total indiferença ao corpo exterior e ao que ocorria com ele... Era espantoso ver e ouvir e ao mesmo tempo sentir desinteresse em relação a tudo. O médico faz uma pergunta, eu ouço, entendo, mas não respondo - não tenho porque falar com ele... E de repente, fui puxado para baixo, para a terra, por uma força enorme. Eu me agitei. "Agonia" - disse o médico. Eu entendia tudo, não sentia medo.
Lembrei-me ter lido que a morte é dolorosa, mas não sentia dor. No entanto, sentia um pesar. Eu era puxado para baixo... Eu sentia que algo deveria desprender-se... Fiz um esforço para me libertar e de repente, senti-me leve. Eu senti paz. Lembro-me claramente do restante. Eu estou em pé no meio do quarto. A minha direita, formando semi - circulo em torno da cama, estão os médicos e as enfermeiras. Eu estava surpreso - o que eles estão fazendo lá, já que eu não estou lá, estou aqui. Aproximei-me para olhar. Deitado sobre a cama, estava eu. Ao ver o meu "dublê," não me assustei, mas fiquei surpreso - como é possível? Eu quis tocar a mim mesmo - minha mão atravessou, como se tivesse atravessado o vazio. Não consegui também tocar os outros. Não sentia o chão... Eu chamei o médico, mas ele não reagiu. Eu entendi que estava completamente só, e entrei em pânico.
Olhando o meu corpo físico, pensei: "Será que eu morri?" Mas, isto era difícil de admitir. Eu me sentia mais vivo que antes, sentia tudo e entendia. Após um certo tempo, os médicos saíram do quarto, os dois enfermeiros começaram a discutir as peripécias da minha enfermidade e da morte, e a auxiliar, virando-se para o ícone, fez o sinal da Cruz e em voz alta desejou-me o habitual: "Que ele tenha o Reino dos Céus, e paz eterna." E mal ela pronunciou estas palavras, apareceram dois anjos. Um deles, eu imediatamente o reconheci, era o meu Anjo da Guarda, o outro eu desconhecia. Os dois anjos, pegando-me sob os braços, levaram-me para a rua, direto através da parede do hospital. Já escurecia e nevava. Eu via isso, mas não sentia nem o frio e nem mudança de temperatura. Nós começamos a subir rapidamente." Mais adiante continuaremos o relato do Ixcul.
Graças às novas pesquisas na área da reanimação e coletando diversos relatos dos sobreviventes à morte clínica, há possibilidade de formar um quadro detalhado, sobre o que a alma vivencia logo após a separação do corpo. Claro, que cada caso tem suas características individuais, que os outros não tem, E isto é natural, porque quando a alma vai parar no "além" é como se ela fosse um bebe recém - nascido com a visão e audição ainda não desenvolvidos. Por isso, as primeiras impressões das pessoas, que "emergiram" no "outro mundo," tem caráter subjetivo. No entanto, no seu conjunto, elas ajudam a formar um quadro bastante completo, ainda que não totalmente compreensível para nós.
Vamos, a seguir, relatar os momentos mais característicos das experiências do "outro mundo" cuja fonte são os livros modernos sobre vida após a morte.
1. Visão do "dublê." Tendo morrido, o homem não se dá conta disso, imediatamente. E só depois de ver o seu "dublê," deitado embaixo inerte, e se convencer que ele é incapaz de comunicar-se, ele percebe que a sua alma saiu do corpo. Às vezes, acontece que, após um desastre inesperado, quando a separação com o corpo físico ocorre brusca e inesperadamente, a alma não reconhece o seu corpo e pensa que está vendo alguém parecido com ele. A visão do "dublê," e a incapacidade de comunicar-se provoca um grande choque na alma, de modo que ela não tem certeza se isto é sonho ou realidade.
2. Consciência não rompida. Todos, sobreviventes à morte temporária, testemunham que conservaram totalmente o seu "eu" e todas as suas capacidades mentais, sensoriais e de vontade. Mais que isso, a visão e a audição tornam-se até mais aguçadas, o raciocínio fica mais claro e torna-se mais enérgico e a memória torna-se lúcida. Pessoas que faz tempo perderam alguma capacidade em conseqüência de alguma doença ou da idade, de repente sentem que a recuperam. O homem percebe que pode ver, ouvir, pensar etc., não tendo órgãos físicos. É fantástico, por exemplo, que um cego de nascença tendo saído do corpo, viu tudo o que era feito com o seu corpo pelos médicos e enfermeiros e mais tarde, após relatar todo o ocorrido, ele voltou a ser cego. Os médicos e psiquiatras, que associam as funções de pensar e de sentir aos processos químico - elétricos no cérebro, devem levar em conta esses dados modernos, compilados por médicos - reanimadores para entender corretamente a natureza humana.
3. Alívio. Normalmente, a morte é precedida pela doença e sofrimento.Ao sair do corpo a alma se alegra, pois nada mais dói, nada oprime, nada sufoca, a mente funciona claramente, os sentimentos apaziguados. O homem começa a identificar-se com a alma, e o corpo parece ser algo secundário e inútil, como tudo material. "Eu saio, e o corpo é um invólucro vazio" - explica um homem, que sobreviveu à morte temporária. Ele assistiu à sua cirurgia cardíaca como se fosse um "espectador." As tentativas de reanimar o seu corpo, absolutamente não o interessavam. Aparentemente, ele tinha se despedido mentalmente da vida terrena e estava pronto para iniciar uma nova vida. Entretanto, permanecia com ele o amor pela família e preocupação com os filhos que deixava. Deve-se notar, que mudanças radicais no caráter do indivíduo não ocorrem. O indivíduo permanece o mesmo que era. "A suposição que, abandonando o corpo, a alma imediatamente passa a conhecer e entender tudo, é falsa. Eu vim para esse novo mundo do mesmo jeito como saí do velho," - conta K. Ixcul.
4. O Túnel e a Luz. Após a visão do seu próprio corpo físico e do ambiente que o rodeia, algumas almas continuam no outro mundo espiritual. Enquanto outras, não passam pela primeira fase ou não reparam nela e vão direto para o segundo estágio. A passagem para o mundo espiritual, alguns descrevem como sendo uma viagem através do espaço escuro, lembrando um túnel, no final do qual eles vão parar numa região de luz não terrena. Existe um quadro do século XV de Jerônimo Bosh "Ascensão ao Empírico" que representa algo semelhante à passagem da alma pelo túnel. Isso significa que mesmo naquele tempo alguém já tinha acesso a esse conhecimento.
Eis, a seguir, dois relatos contemporâneos a respeito do assunto: "Eu ouvia, quando os médicos anunciaram a minha morte, mas nesse momento, era como se eu estivesse nadando em um espaço escuro. Não há palavras para descrever a sensação. Era completamente escuro ao redor, e só longe, muito longe, via-se luz. Era uma luz muito brilhante, mesmo que parecesse pequena inicialmente. À medida que eu me aproximava, a luz aumentava. Eu me deslocava velozmente em direção à luz e sentia que dela emanava o bem. Sendo cristão, lembrei-me das palavras de Cristo: "Eu sou a luz do mundo" e pensei: "Se isto é a morte, sei quem está esperando por mim" [1, pág.62].
"Eu sabia que estava morrendo" - conta uma outra pessoa, - e nada podia fazer, para comunicar isto, já que ninguém me ouvia... Eu estava fora do meu corpo - isto com certeza, porque eu via o meu corpo lá na mesa de operação. Minha alma tinha saído do corpo. Por isso, sentia-me perdido, mas depois vi essa luz diferente. Inicialmente, era pouca luz, mas depois tornou-se mais brilhante. Eu sentia o calor da luz. A luz cobria tudo, mas não me atrapalhava a visão da sala de cirurgia, médicos, enfermeiras, etc... Inicialmente, eu não entendi o que estava acontecendo, mas depois a voz da luz perguntou-me, se eu estava pronto para morrer. A luz falava, tal qual um homem, mas não havia ninguém. Era a Luz que perguntava... Agora eu entendo, que a Luz sabia que eu não estava pronto para morrer, mas queria me testar. A partir do momento que a Luz começou a conversar, eu fiquei bem, eu sentia que estava seguro e que a Luz me amava. O amor, que emanava da Luz, era inimaginável, indescritível" [1, pág.63].
Todos os que viram a Luz e depois tentaram descreve-la, não conseguiram achar as palavras adequadas. A Luz era diferente da luz que conhecemos por aqui. "Aquilo não era uma luz, mas sim uma ausência da escuridão, total e absoluta. Essa Luz não criava sombras, não era visível, mas estava em todo lugar e a alma permanecia na Luz" [5, pág.66]. A maioria testemunha sobre a Luz, como sendo um ser moralmente bondoso, e não como uma energia impessoal. As pessoas religiosas tomam essa Luz por Anjo, ou até mesmo por Jesus Cristo - em todo caso, por alguém que leva paz e amor. No encontro com a Luz, eles não conversavam em nenhum idioma. A Luz se comunicava com eles mentalmente. E aí, tudo estava tão claro, que era absolutamente impossível esconder algo da Luz.
5. Revisão e julgamento. Alguns, que sobreviveram à morte temporária, descrevem a etapa de revisão da vida que tiveram. Às vezes, a revisão ocorria durante a etapa da visão da Luz, quando o homem ouvia da Luz a pergunta: "O que você fez de bom?" A pessoa entendia que a pergunta não era feita para saber algo, mas para que a pessoa pudesse recordar a sua vida. E assim, após a pergunta, o filme da vida terrena da pessoa passa perante a sua visão espiritual, começando na tenra infância. O filme da vida se move como uma seqüência de quadros de episódios da vida, um após o outro, e a pessoa vê claramente e com detalhes tudo o que aconteceu com ela. Nesse momento, a pessoa revive e moralmente reavalia tudo aquilo que ela falou e fez.
Eis um dos casos típicos, que ilustra o processo da revisão: "Quando a Luz chegou, perguntou-me: - "O que você fez em sua vida? O que pode me mostrar?" ou algo semelhante a isso. E então, começaram a aparecer esses quadros. Eram quadros muito nítidos, coloridos, tridimensionais e em movimento. Toda a minha vida passou por mim... Eis eu, ainda uma menina pequena, brincando com a irmã perto do riacho... Depois, os acontecimentos da minha casa... escola... casamento... Tudo seguia na minha frente com mínimos detalhes. Eu revivia esses acontecimentos... Eu via os fatos quando fui cruel e egoísta. Senti vergonha de mim mesma e desejava que isto nunca tivesse acontecido. Mas, era impossível mudar o passado..." [1, pág. s65-68]
Reunindo muitos relatos de pessoas que passaram pela revisão da vida, deve-se concluir que ela sempre deixa nelas uma impressão profunda e benéfica. Realmente, durante a revisão, a pessoa é forçada a reavaliar seus atos, fazer o balanço do seu passado e assim é como se fizesse um julgamento sobre si mesmo. Na vida diária, as pessoas escondem o lado negativo do seu caráter e escondem-se atrás da máscara de virtude, para parecer melhores do que realmente são. A maioria das pessoas estão tão acostumadas com a hipocrisia, que param de ver o seu verdadeiro eu - freqüentemente orgulhoso, ambicioso e avarento. Mas, no momento da morte, essa máscara cai e a pessoa se vê tal qual realmente é. Principalmente, no momento da revisão, torna-se visível cada um de seus atos ocultos, até em cores e tridimensional, - ouve-se cada palavra dita, acontecimentos esquecidos são revividos de forma diferente. Nesse momento, tudo conseguido durante a vida - situação sócio-econômica, diplomas, títulos, etc... - perde seu sentido. A única coisa que serve para avaliação é o lado moral dos atos. E, nessa hora, a pessoa se julga não apenas pelo o que ela fez, mas também, como seus atos e palavras influenciaram outras pessoas.
Eis como uma outra pessoa descreveu a revisão da sua vida: "Eu senti-me fora do meu corpo, flutuando sobre um edifício, e vi o meu corpo deitado lá embaixo. Depois, uma luz me envolveu e nela eu vi como se fosse um filme, toda a minha vida. Senti-me muito envergonhado, porque muito do que eu antes considerava normal e aprovava, agora entendi que não era bom. Tudo era extremamente real. Eu sentia que um julgamento ocorria comigo e que uma razão superior me comandava e me ajudava a ver. O que mais me impressionou foi que me foi mostrado não apenas o que fiz mas como meus atos influenciaram outros... Aí eu entendi, que nada se apaga e nem passa em branco, mas que tudo, até cada pensamento tem conseqüências." [2, pág.s34-35]
Os próximos dois trechos de relato de pessoas que sobreviveram à morte temporária, ilustram como a revisão os ensinou a encarar a vida de uma nova forma..."Eu nunca contei a ninguém o que eu passei no momento da minha morte, mas, quando voltei à vida, senti-me dominado por um desejo enorme e ardente de fazer algo de bom para os outros. Eu sentia vergonha de mim mesmo..". "Quando voltei, resolvi que era necessário que eu mudasse. Sentia arrependimento, e a minha vida passada não me satisfazia em absoluto. Resolvi iniciar um outro modo de vida, completamente diferente." [2, pág.s25-26]
Agora imaginemos um bandido, que durante a sua vida causou muito sofrimento a outros - enganador, mentiroso, denunciador, ladrão, assassino, estuprador e sadista. Ele morre, e vê todas as maldades que praticava em todos os seus horrendos detalhes. E aí a sua consciência, há muito adormecida, inesperadamente até para ele mesmo, acorda sob a ação da Luz e ele sente remorsos terríveis dos males praticados. Que tortura insuportável, que desespero deve dominá-lo quando ele nada mais pode fazer, nem para corrigir, nem sequer esquecer. Isto vai se tornar para ele o início de tormentos insuportáveis, dos quais não haverá para onde fugir. A consciência do mal praticado, o dano que causou à sua alma e da alma de outros, vai se tornar para ele um "verme imorredouro" e um "fogo inapagável."
6. Um Novo Mundo. Algumas diferenças nas descrições das experiências da vida após a morte, se explicam pelo fato que aquele mundo é totalmente diferente do nosso, no qual nascemos e no qual se formaram todas as nossas noções. No outro mundo, o espaço, o tempo e objetos tem um conteúdo totalmente diverso ao qual os nossos órgãos dos sentidos estão acostumados. A alma, que vai para o mundo espiritual pela primeira vez, experimenta algo semelhante ao que pode experimentar, por exemplo, um verme subterrâneo quando sobe pela primeira vez à superfície da terra. Ele vê pela primeira vez a luz solar, sente o seu calor, vê a bela paisagem, ouve o canto dos pássaros, sente o perfume das flores (supondo que um verme tem os órgãos dos sentidos). Tudo isto é tão novo e belo, que ele não encontra palavras, nem exemplos para contar sobre isto aos habitantes do mundo subterrâneo.
Da mesma forma, as pessoas, que durante a sua morte encontram-se no outro mundo, vêem e sentem muitas coisas que são incapazes de relatar. Assim, por exemplo, as pessoas perdem a noção da distância, tão comum para nós. Alguns afirmam que eles puderam, sem dificuldade, somente com a ação do pensamento transportar-se de um lugar para outro, independente da distância. Assim, por exemplo, um soldado, ferido gravemente no Vietnã, durante a cirurgia, saiu do seu corpo e observou as tentativas dos médicos para revivê-lo. "Eu estava lá, mas o médico, é como se estivesse e ao mesmo tempo não estivesse lá. Eu o toquei, e foi como se simplesmente o atravessasse... Depois, de repente, eu estava no campo de batalha, onde fui ferido e vi enfermeiros, recolhendo os feridos. Eu quis ajuda-los, mas, de repente fui parar na sala de cirurgia novamente... Era como se, num piscar de olhos, bastando desejar, eu me materializasse aqui ou lá..." [5, pág. 33-34]
Há outros relatos semelhantes de deslocamentos inesperados. Ocorre "um processo puramente mental e agradável. Basta desejar - e lá estou eu." "Eu tenho um grande problema. Estou tentando transmitir algo que sou obrigado a descrever em três dimensões... Mas, o que ocorria realmente não era em três dimensões." [1, pág.26]
Se perguntar a alguém que experimentou a morte clínica, quanto tempo durou este estado, normalmente ele não é capaz de responder. As pessoas perdem completamente a noção do tempo. "Poderia ter sido alguns minutos, ou alguns milhares de anos, não há nenhuma diferença." [2, pág.101; 5, pág.15]
Outros, que sobreviveram à morte temporária, aparentemente foram parar em mundos mais distantes do nosso mundo físico. Eles viram a natureza do "outro lado" e descreveram - na em termos de morros, plantas verdes de um verde que não existe na Terra, campos inundados por uma luz dourada maravilhosa. Há descrição de flores, árvores, pássaros, animais, canto, música, campos e jardins de uma beleza incrível, cidades... Mas eles não encontravam as palavras certas para transmitir suas impressões.
7. O aspecto da alma. Quando a alma abandona o seu corpo, ela não reconhece de imediato. Assim, por exemplo, desaparecem marcas da idade; as crianças se vêem adultos, os velhos - moços [3, pág.75-76]. As partes do corpo, por exemplo, mãos ou pernas perdidas por algum motivo, aparecem novamente. Os cegos voltam a enxergar.
Um operário caiu do alto sobre os cabos de alta tensão. Como conseqüência de queimaduras, perdeu as duas pernas e parte da mão. Durante o tempo de cirurgia ele experimentou o estado da morte temporária. Tendo saído do corpo, ele nem reconheceu o seu próprio corpo físico, tão danificado este se encontrava. No entanto, ele reparou em algo que o surpreendeu ainda mais: seu corpo espiritual estava completamente sadio.[3, pág.86]
Na península de Long Island no estado de Nova York, vivia uma velhinha de 70 anos, que tinha perdido a visão desde os 18 anos. Ela sofreu um ataque cardíaco, e tendo parado no hospital, passou pela experiência da morte temporária. Tendo sido reanimada algum tempo depois, ela contou o que viu durante a reanimação. Ela descreveu detalhadamente diversos aparelhos usados pelo médicos. O mais fantástico era que, somente agora, no hospital ela tinha visto esses aparelhos pela primeira vez na vida, já que na sua juventude, antes da cegueira, eles sequer existiam. Ela ainda contou ao médico que o tinha visto numa roupa azul. Claro que, tendo voltado à vida, voltou a ser cega, como era antes.[3, pág.171]
8. Encontros. Alguns relatam encontros com parentes ou conhecidos já falecidos. Esses encontros às vezes aconteciam em condições terrenas, e às vezes em ambientes do outro mundo. Assim, por exemplo, uma mulher que passou pela morte temporária, ouviu os médicos dizendo para seus parentes, que ela estava morrendo. Tendo saído do corpo, viu os seus parentes e amigos falecidos. Ela os reconheceu e eles estavam alegres por reencontrá-la. Outra mulher viu seus parentes que a cumprimentavam e apertavam suas mãos. Eles estavam vestidos de branco, estavam contentes e pareciam felizes.....".e de repente, virando de costas para mim, começaram a afastar-se. A minha avó, virando-se por sobre o ombro, me disse: "Nós te veremos mais tarde, não desta vez." Ela tinha morrido aos 96 anos, mas lá parecia ter 40-45 anos, sadia e feliz." [1, pág.55]
Um homem conta que, enquanto ele estava morrendo de ataque cardíaco em um canto do hospital, sua irmã estava à morte, de coma diabético, no outro canto do hospital. "Quando saí do corpo, - conta ele- de repente encontrei a minha irmã. Fiquei muito contente, porque gosto muito dela. Conversando com ela, quis segui-la, mas ela, virando-se para mim, mandou eu permanecer aonde eu me encontrava, explicando que a minha hora ainda não tinha chegado. Quando voltei, contei ao meu médico que tinha encontrado a minha recém - falecida irmã. O médico não acreditou. No entanto, atendendo ao meu pedido insistente, ele mandou a enfermeira averiguar e soube que a minha irmã tinha falecido recentemente, tal qual eu contei." [3, pág.173]
A alma, chegando ao outro mundo, caso encontre alguém, serão pessoas que eram próximas a ela. Algo familiar atrai as almas. Por exemplo, um pai idoso encontrou no outro mundo seus seis filhos já falecidos. "Eles lá não tem idade" - conta ele. Aí deve-se esclarecer que as almas das pessoas falecidas não ficam perambulando por onde querem, de acordo com a sua vontade. A Igreja Ortodoxa ensina que, após a morte do corpo físico, Deus determina para cada alma o lugar apropriado para sua permanência temporária - paraíso ou inferno. Por isso, encontros com parentes mortos devem ser encarados não como regra, mas como exceção, permitida por Deus por serem úteis para pessoas que ainda devem viver na Terra. É possível que nem sejam encontros, e sim visões. Deve-se admitir que aí há muitas coisas que vão além de nosso entendimento.
Basicamente, os relatos das pessoas que foram parar "do outro lado" dizem a mesma coisa, mas os detalhes variam. Às vezes, eles vêem o que esperavam ver. Os cristãos vêem anjos, a Virgem Maria, Jesus Cristo, os Santos. Os não religiosos vêem templos, figuras de branco ou jovens, e às vezes, não vêem nada, mas sentem a "presença."
9. A Linguagem da Alma. No mundo espiritual, as conversas ocorrem por meio apenas do pensamento e não por meio de alguma linguagem. Por isso, quando voltam, as pessoas tem dificuldade em relatar as palavras exatas da conversa com a Luz, Anjo ou alguém que elas encontraram [1, pág.60]. Conseqüentemente, se no outro mundo todos os pensamentos são ouvidos, devemos aprender aqui, no mundo em que vivemos, a sempre termos bons pensamentos, para não nos envergonharmos do que pensamos involuntariamente.
10. O Limiar. Alguns, estando no outro mundo, contam de algo que parece ser uma divisa ou fronteira. Alguns a descrevem como sendo uma cerca ou grade na extremidade de um campo, outros como beira de um lago ou de um mar, outros ainda como um portão, rio ou nuvem. A diferença na descrição decorre de novo da recepção subjetiva de cada um. Por isso, não há como definir com exatidão a aparência dessa fronteira. O importante, no entanto, é que todos a compreendam exatamente como uma fronteira, atravessando a qual, não há mais retorno ao mundo anterior. Depois dela, começa a viagem para a eternidade. [1, pág.73-77; 5, pág.51]
11. O Retorno. Às vezes, é dado ao recém - falecido a possibilidade de escolha - ficar "lá" ou retornar à vida na Terra. A voz da Luz pode perguntar, por exemplo: "Você está pronto?" Assim, o soldado ferido seriamente no campo de batalha, viu seu corpo aleijado e ouviu a voz. Ele pensava que quem conversava com ele era Jesus Cristo. Foi lhe dado a possibilidade de voltar ao mundo terrestre, onde ficaria aleijado ou ficar no "além." O soldado preferiu voltar.
Muitos são atraídos de volta pelo desejo de concluir a sua missão terrena. Tendo voltado, eles afirmavam que Deus permitiu a eles retornar e viver porque a missão da vida deles não estava concluída. Eles ainda manifestavam a certeza de que a volta deles foi resultado de sua própria escolha. Esta escolha foi satisfeita porque ela era fruto do senso de dever e não por motivos egoístas. Assim, por exemplo, alguns deles eram mães querendo voltar para seus filhos pequenos. Mas, também havia aqueles que foram mandados de volta, contrariando o desejo deles de permanecer lá. A alma deles já foi preenchida com sentimento de alegria, amor, paz, ela estava bem ali, mas a sua hora ainda não chegou, ela ouve uma voz, ordenando-lhe que volte. As tentativas de reação para não voltar ao corpo não adiantaram. Alguma força puxava-os de volta.
Eis, a seguir, um caso contado por uma paciente do Dr. Moody: "Eu tive um ataque cardíaco, e estava num espaço escuro. Eu sabia que deixei meu corpo e estava morrendo... Eu pedi a Deus para me ajudar e logo escapei da escuridão e vi uma neblina cinzenta pela frente, e depois vi pessoas. Suas figuras eram semelhantes às da Terra e eu vi algo semelhante a uma casa. Tudo estava iluminado por uma luz dourada, muito suave, não tão áspera como na Terra. Eu sentia uma alegria não terrena e queria passar pela neblina, mas aí apareceu o meu tio Carl, que havia morrido há muito tempo. Ele atravessou-se no meu caminho e me disse: "Volte. A sua tarefa na Terra ainda não está terminada. Volte imediatamente." Assim, contra a sua vontade, ela voltou ao corpo. Ela tinha um filho pequeno que não sobreviveria sem ela.
A volta ao corpo às vezes ocorre instantaneamente, às vezes coincide com a utilização de choque elétrico ou outras técnicas de reanimação. Todas as sensações desaparecem e a pessoa sente que está de novo na cama. Alguns sentem a entrada no corpo como se fosse um empurrão. Inicialmente, sentem-se desconfortáveis e com frio. Às vezes, após a volta ao corpo, ocorre uma breve perda de consciência. Os médicos reanimadores e outros observadores notam que, no momento da volta à vida, a pessoa geralmente espirra.
12.Uma Nova Atitude em Relação à Vida. Pessoas que estiveram lá apresentam grandes mudanças. Segundo afirmativa de muitos deles, ao voltar, procuram viver melhor. Muitos deles passaram a crer em Deus com mais convicção, mudaram seu modo de vida, tornaram-se mais sérios e mais profundos. Alguns até mudaram de profissão, indo trabalhar em hospitais e asilos de velhos, para ajudar os que necessitam. Todos os relatos de pessoas que passaram por morte temporária, falam de fenômenos totalmente novos para a ciência, mas não para o Cristianismo. Mais tarde, analisaremos os casos atuais de visões do outro mundo, sob a ótica do ensino Ortodoxo. - http://www.fatheralexander.org

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Cemitério na Praia

Existem fatos inexplicáveis que seriam difícil até de enumerar nesse relato. O que se segue não é um conto - é um fato de muitos que ocorreram e ocorrem nessas bandas.A cidade de Japaratinga, em Alagoas, tem várias praias belas, e hoje se tornou 'point', com várias pousadas - algumas delas de padrão internacional. Veraneio nesses ermos desde início da década de 80 do século passado - quando digo "ermos" não é por acaso. No início do loteamento, apenas cinco casas eram de veranistas, e as moradias de pau-a-pique dos moradores nativos eram espaças e isoladas no coqueiral, cujo único acesso ainda é uma estrada de barro batido e com quase nenhuma iluminação durante as noites.Pois bem: o antigo cemitério da localidade foi abandonado devido ao avanço do mar, que adentrou no cemitério, desfazendo antigas tumbas, tanto suntuosas quanto paupérrima.No verão de 87, éramos adolescentes em busca de novas emoções. Várias vezes fomos alertados por nossos pais para respeitar os costumes e sentimentos locais quanto ao velho cemitério abandonado. Mas, vocês sabem, a curiosidade matou o gato. Durante a noite, saíamos de carro dizendo ir ao vilarejo - o problema é que o local em questão fica a meio caminho do povoado, então...Sempre nos desafiávamos a permanecer no centro do cemitério por cinco minutos sem correr do 'spot' determinado, ou remover algo de um sepulcro recente para provar o "feito de bravura". Com efeito, nesse ano tivemos uma das maiores ressacas dos últimos tempos, o que castigou bastante o combalido campo-santo. Na manhã seguinte, fomos constatar os efeitos da arrebentação das ondas sobre o terreno.Parecia um campo de ossos - caixões semienterrados na barreira, pélvis, clavículas, costelas, vértebras e tudo quanto se faz necessário para montar um esqueleto espalhava-se pela areia da praia. Mas faltava o principal: Crânios. Vasculhamos a palmo a palmo e nada... As meninas, mais afoitas - acredite quem quiser - debruçavam-se sobre os restos e cascavilhavam em busca do "troféu". Tanto fizeram, que conseguiram.Estava na água rasa, deve ter rolado da barreira e ido parar lá no mar. Tinha um tom castanho de osso velho e apresentava a dentição perfeita num sorriso eterno, um fato raro, que não chamou a atenção naquele momento. Voltamos triunfantes, mas temerosos, pois se nossos responsáveis descobrissem - adeus praia por vários dias.Fomos até a casa de nossa valente arqueóloga, os pais estavam no Recife, escondendo o dito-cujo debaixo do armário dela.Quando a noite avizinhou, os problemas começaram. Resolvemos "brincar" com o copo e descobrir o nome do usuário da peça furtada. No início era só risadagem, sustos intencionais e nada do copo reagir. Cansados da brincadeira nos levantamos para beber água e apreciar alguns quitutes. Foi quando ouvimos claramente uma espécie de brinde - de copo batendo em copo - vindo da sala. Voltamos.O mais absoluto silêncio havia se instalado. Depois de alguns segundos começamos a nos acusar e rir - "...pensa que me pega nessa...", "...ha, foi você...". Do grupo inicial de doze restaram apenas sete querendo ir adiante com a sessão. Reiniciamos com a pergunta básica: "Têm alguém aí", "Você é de luz ou da escuridão". E o copo não se manifestava. Desistimos da concentração e começamos a conversar - e então o caldo entornou...Nossa amiga começou a chorar compulsivamente e a falar coisas desconexas "...desculpa, desculpa, desculpa...", "...deixa...", "...não, eu prometo..." - ríamos da pantomima: "quem ela pensa que pega com esse show...ha,ha,ha,ha,ha..." De súbito, ouvimos o uivar característicos dos coqueiros açoitados pelo vento forte. As janelas de madeira de ficha rangiam com a pressão, a areia penetrava pelas frestas, a luz ficou fraca deixando tudo amarelado e penumbroso - nos amontoamos no canto da sala, só ela permanecia sentada à mesa, naquela lamúria. BLAMMM - a janela abriu-se depois do estalar do ferrolho.Para total pavor - daqueles que tiveram coragem (ou insensatez) de continuar com os olhos abertos - estava prostrado um vulto em frente à janela, era uma noite escura, mas aquela sombra conseguia enegrecer ainda mais o ambiente. Pasmados, vimos nossa amiga parar de soluçar, levantar-se, ir até a janela, parar por um segundo defronte ao vulto e fechá-la. O vento cessou de imediato e luz ficou forte novamente, levantamos e fomos ampará-la, pois estava cambaleante. Perguntamos o que ela tinha presenciado e antes de fechar os olhos exaustos disse firme: "ele quer a cabeça de volta!".

Autor: Jaime Alheiros


Aparição de Virgem Maria no Texas

Devotos passaram a cultuar uma assadeira após cozinheiras de uma escola no Texas encontrarem imagem similar a de Virgem Maria na base da mesma. Céticos dizem que se parece mais com uma mancha aleatória disforme.Mas, após tentativas fervorosas de removê-la falharem, rumores de uma aparição divina se espalharam e agora peregrinos aglomeram-se em um santuário provisório em devoção a Santa.Guadalupe Rodriguez, funcionária da cantina que primeiro viu as marcas disse: "Na terceira lavagem comecei a olhar tentando descobrir o que era, me pareceu que era a Virgem Maria".A aluna Anel Vila disse: "Me disseram que a Virgem estava na cafeteria, Eu corri pra lá para ver, Meu Deus era a Virgem. Eu chorei quando a vi com meus próprios olhos".A diretora, Lyda Guerrero disse: "Acho que alguém estava nos vigiando. Acho que alguém está vigiando esta comunidade, este distrito escolar e esta escola".Um novo santuário foi armado agora, no lado de fora de uma casa de um membro da associação de pais e mestres, mas outros clamam por sua custódia. No passado, a Virgem Maria já apareceu em sanduíches de queijo na Flórida, em uma passagem subterrânea em Chicago e em uma bolha no chocolate em uma fábrica na Califórnia.

Kelley era uma menina de 7 anos que morava com seus pais em uma pequena casa (Não se sabe o nome do lugar de onde aconteceu o incêndio). Kelley era muito querida por seus pais e seus parentes, mas em um dia muito desagradável, seus pais tiveram que sair deixando uma moça tomando conta da casa e reparando a pequena Kelley. Durante a hora do jantar,ouve-se uma explosão na cozinha (Gás explodiu), a moça corre deixando a casa e some na floresta, Kelley, no seu quarto começa a gritar por socorro, que para seu azar, não havia vizinhos morando perto da casa. Kelley ficou presa em seu quarto pois a sala já estava em chamas e não tinha saída, já que não alcançava a janela de seu quarto que era muito alta. No entanto Kelley morreu queimada. Depois de algumas horas toda a casa já estava pegando fogo, a vizinhança surgiu durante o incêndio, um dos moradores volta correndo para sua casa para bater uma foto da casa no momento da desgraça. Os pais de Kelley voltam assustados com a notícia de que a casa estava pegando fogo. Estavam desesperados perguntando sobra filha, queriam entrar de qualquer jeito na casa, mas os vizinhos os agarravam bem forte para não acontecer acidentes mais graves. Os bombeiros chegam no local e começa o trabalho para conter o fogo. Eles acham o corpo de Kelley com queimaduras de 3º grau por todo o corpo já sem vida. A mãe de Kelley teve que entrar em contato com grandes psicólogos, o pai com algum tempo conseguiu superar. Os peritos disseram que estava fugindo gás da cozinha e por algum descuido acenderam algum fogo e explodiu (poderia ser o cigarro da moça que fora sumida). O mais incrível é que algumas pessoas, quando observam a foto, conseguem visualizar dois rostos no fogo. Os moradores que viviam no local do incêndio diziam que a foto mostra o rosto de Kelley acima, já o rosto mais abaixo (quase que não identificável) ninguém consegue explicar o que é, ou quem é.

CEMITÉRIO DE ESCRAVOS

Que histórias de assombrações habitam o imaginário de crianças e adultos, não é novidade.Entretanto, nunca imaginamos que aconteceria conosco. Tudo ocorreu em nossa fazenda no município de Carpina, no interior de Pernambuco. Essa fazenda está na família desde o tempo dos engenhos de cana-de-açucar, quando o sistema escravista ainda era dominante.O marasmo dos dias na fazenda era quebrado com longos papos sobre assombrações, até que um dia aconteceu o inesperado. Estávamos todos sentados no terraço; era tarde, quase meia noite, quando ouvimos gemidos de dor aterrorizantes. No começo, pensávamos ter sido apenas alucinações, até que nossa avó chegou. Estava apavorada, achando que algo de ruim havia acontecido com alguma de nós.Quando percebeu que todas estavam bem, lembrou de uma lenda antiga, contada pelo administrador da fazenda. Ele dizia que, em certas noites, um homem negro, muito alto e forte, usando roupas surradas, aparecia próximo ao matadouro da fazenda. E aquela não foi a única noite em que ouvimos os gemidos. Ainda durante aquelas férias, depois de uma noite em que os lamentos foram mais intensos, apareceu um boi morto, sem nenhum motivo aparente.Passado algum tempo, nossa avó resolveu construir uma piscina, entre a casa e o matadouro. Ao começarem as escavações, foram achadas varias ossadas humanas. Ficamos curiosas e resolvemos pesquisar sobre o passado da fazenda. Fomos falar com a pessoa mais velha da família: uma tia-bisavó. Essa nos contou que o local escolhido para ser construída a piscina era exatamente o lugar onde havia um cemitério de escravos!Mesmo sabendo da existência deste cemitério, resolveram construir a piscina. Depois que a piscina ficou pronta, os barulhos noturnos só pioraram. Além dos gemidos, barulho de correntes são ouvidos...
O comprador da imagem chamada "The Hands Resist Him" (não vou traduzir isso, entendam como quiserem), a comprou apenas para revender e a única coisa estranha que ele viu foi que após comprar o quadro recebeu mais de 35000 emails entre pessoas mandando ele jogar fora o quadro pois elas tinham tido problemas ao ver suas imagens até pessoas querendo comprar cópias impressas em termo-cera (um processo de impressão de alta qualidade que imita as telas a óleo). O quadro é uma pintura a óleo iniciada provavelmente em 1920 e terminada em 1965 segundo o novo comprador que é um negociador de arte. A mesma ainda não foi revendida pelo negociador mas tem sido vendidas cópias em termo-cera no tamanho de 91,5cm x 61cm mais 5cm de borda pelo preço de US$350. Para comprar entre em contato por hauntedpainting@aol.com.

Combustão Espontânea - Sra. M. H. Reeser

Será possível que um humano seja consumido em chamas como um pavio de velas em questão de minutos, sem motivo físico explicável? O caso mais famoso de conhecimento publico aconteceu na Petersburg, no dia 2 de julho de 1951. O carteiro levou um telegrama até a casa da senhora Mary Hardy Reeser, que morava sozinha num edifício aos sessenta e sete anos de idade. Ao tocar a maçaneta da porta, sentiu sua mão queimar. Assustado e com os dedos feridos, chamou a senhora que cuidava da portaria e uns operários que trabalhavam numa obra próxima, para que arrombassem a porta, a fim de salvar a dona da casa do que quer que estivesse acontecendo ali. O interior do apartamento apresentava um calor sufocante e tudo que era de metal era impossível de tocar pela alta temperatura.E , na cama, numa pequena área, os restos calcinados de um ser humano, seu esqueleto transformado em cinzas, o próprio crânio ficou reduzido a dez centímetros! Restou da dona da casa uma mancha negra no colchão. Aparentemente, as chamas consumiram somente a carne e ossos da senhora Reeser, como num forno crematório, sem danificar nada mais à sua volta. A alta temperatura do ar estourou vidraças e espelhos, deformou alguns objetos de plástico e fundiu as estearinas das bugias, e só. Os fusíveis não apresentavam sinal de curto circuito, e acabou por se atribuir a causa das chamas a um cigarro, situação bizarra, visto que todos sabiam que a senhora Reeser não era fumante.Nesta foto o que restou do corpo do Dr. John Bentley na morte por combustão espontânea, Pennsylvania, 1966. A chama devorou seu corpo em segundos e queimou somente o local onde estavaEm 1815, Mrs. John Rooney foi também encontrada reduzida a cinzas, em sua cadeira junto a uma mesa na sala de sua casa.Nenhum dos dois moveis ao seu redor sofreu os danos da carbonização.Mas nada se compara ao surpreendente caso que não ocorreu no silêncio e privacidade da solidão doméstica, e sim em plena luz do dia em um parque Búlgaro, sob a testemunha de várias pessoas que presenciaram esse nefasto espetáculo!Em 1924 várias pessoas passeavam pelas veredas de um parque, quando foram surpreendidas por uma estranha esfera azulada que dançava entre os arbustos. De repente , a luz tropeça para fora das folhagens, revelando perseguir um rapaz ,que de lá saiu cambaleando e tropeçando envolto na chama luminescente. Num instante e diante vários olhares estupefatos, o infeliz foi vítima de uma rápida deflagração, sendo consumido em poucos minutos.Trabalhadores limpam os restos carbonizados da Sra. M. H. Reeser, em 1951, Saint Petersburg, Flórida. Considerado o caso mais bem documentado de SHC reduziu às cinzas o corpo da vítima com exceção de um pé e do "crânio encolhido"( ficou do tamanho de uma laranja ).Na ânsia de desvendar as possíveis causas desse fenômeno hediondo, autores da Academia Francesa de Ciências atribuíram o fato à ingestão de álcool e à produção de gases combustíveis no processo da digestão, ou referente ao caso relatado na Bulgária, a um raio esferoidal, como um orb incandescente, formado de um plasma ou gás ozonizado capaz de cremar tecido orgânico. Mas a verdade é que nunca foi encontrada uma explicação satisfatória para o fenômeno que consome uma pessoa por uma chama que parece vir de seu próprio corpo e transformá-la em pouco mais que um monte ossos enegrecidos e pó .

A lenda do cavaleiro sem cabeça

Na Escócia, os membros do Clã MacLaine, do distrito de Lochbuie, evitam a todo custo andar pela estrada da região durante a noite. Eles temem encontrar um dito "cavalo espectral" conduzido por um cavaleiro negro sem cabeça, e ouvir seu tropel de cascos brilhantes e o tinir sinistros de rédeas. Dizem os moradores do local que esse cavaleiro anuncia mortes iminentes.O nome do cavaleiro é Ewen, que era filho e herdeiro do Chefe do clã MacLaine. Mas a inveja e ódio que sentia pelo pai, fez com que os dois caíssem em desgraça, e resolvessem as diferenças no Campo de Batalha de Lochbuie. Em 1538, os dois exércitos se encontraram e o filho acabou decapitado com um golpe de machado desferido por um dos seguidores de seu pai. Desde então, até hoje, muitas testemunhas afirmam ter visto e/ou ouvido Ewen, sem cabeça, em seu corcel negro, cavalgando para colher as almas dos Campos de Batalha.Reza a lenda também que esse mensageiro da morte teria tido um presságio dele próprio. Na noite anterior ao conflito, Ewen teve um encontro com a Fada Lavadeira (uma figura folclórica escocesa aparentada com a Bansidhe Irlandesa e a Bruxa da Baba Galesa). Na véspera dos combates, era sua lúgubre função lavar as roupas dos guerreiros que morreriam no combate.Ewen caminhava ao longo de um riacho quando viu a velha agachada à beira d'água, enxaguando uma pilha de camisas manchadas de sangue. Ele perguntou a ela se sua camisa estaria entre elas, e a resposta foi afirmativa. Ewen caindo no desespero, perguntou a velha se haveria algum jeito de reverter aquele prognóstico macabro. A velha disse que ele estaria livre da maldição se sua esposa, sem ser avisada, servisse manteiga para ele ao amanhecer. Mas a sorte não sorriu à Ewen, pois sua amável esposa não serviu manteiga na manhã seguinte. O infeliz mastigou estoicamente seu pão seco, rumando posteriormente para a batalha, sabendo que não retornaria.

Os animais podem prever a morte?

Os animais podem prever a morte?
Em julho de 2007, uma história fascinante surgiu no New England Journal of Medicine sobre um gato que podia "prever" as mortes de pacientes em uma casa de saúde várias horas antes deles morrerem. Oscar, um gato adotado pela equipe da Casa de Saúde e Reabilitação Steere em Providence, R.I., fez pelo menos 25 previsões bem-sucedidas, nas quais os pacientes morreram horas após o gato sentar ao lado de seus leitos. Após a equipe da casa de saúde ter percebido a capacidade de Oscar, eles começaram a alertar as famílias sempre que o gato assumia seu posto próximo ao paciente. A maioria das famílias tolerava ou mesmo agradecia a sua presença, apesar de Oscar ficar estressado se forçado para fora do quarto de um paciente morrendo, miando atrás da porta.
Histórias de animais com habilidades notáveis não são raras. Há muito tempo existem histórias de cães que detectam vários tipos de câncer com seu faro. Um estudo comprovou depois que os cães podiam sentir evidência de câncer de bexiga ao farejá-lo na urina. Algumas pessoas que sofrem de epilepsia grave usam cães especialmente treinados fornecidos por instituições de caridade. Esses cães avisam seus donos sobre convulsões iminentes, dando lambidas ou fazendo algum outro sinal. Uma mulher disse que seu cão regularmente lhe dá um aviso com antecedência de 40 minutos, permitindo que ela vá para um local seguro para não se preocupar com perigos quando ela tem convulsões.
Uma pergunta comum sobre animais que pode ser considerada através da óptica da etologia é se os animais têm capacidades sensitivas especiais. Por milhares de anos foram difundidas histórias sobre animais que prevêem terremotos. Um pouco antes do tsunami de 2004 que arrasou partes do sudeste da Ásia, muitos animais exibiram um comportamento estranho ou correram (ou voaram) para terrenos mais elevados. De acordo com alguns depoimentos, os trabalhadores de resgate encontraram um número surpreendentemente baixo de animais mortos.
Extraído do Site Sobrenatural = http://www.sobrenatural.org
Minha foto
Sou Arqueólogo, Professor de Ciências da Religião e Pesquisador de Ciencias ocultas. Tenho visitado ao longo dos anos, muitos templos religiosos em varios paises. Procuro a verdade e quero compartilhar meus estudos sobre o comportamento filosófico e religioso de povos e comunidades, que tem a fé, como sustentaculo de sua existência tridimencional. Atualmente, estou montando um acervo digital com vários artigos e livros, para auxiliar bacharéis, em defesa de teses de mestrado e doutorado em ciências da religião ou simplesmente para o aprimoramento, conhecimento ou curiosidade sobre o tema. Se quiser me contatar para aprofundar-se em pesquisas religiosas, ou simplesmente solicitar artigos ou livros, envie-me um e-mail. Tenho perto de 50.000 ítens ( desde religião primitiva até a nova ordem mundial ).

CLARIVIDENCIA SONAMBÚLICA

Na clarividência sonambúlica, é a alma que vê.
[9a - página 232 questão 428]
O desenvolvimento maior ou menor da clarividência sonambúlica depende da organização física e da natureza do Espírito encarnado. Há disposições físicas que permitem ao Espírito desprender-se mais ou menos facilmente da matéria.
[9a - página 234 questão 433]
Mesmo sendo a clarividência sonambúlica a de sua alma, o sonâmbulo não vê tudo e tantas vezes se engana. Primeiramente, aos Espíritos imperfeitos não é dado verem tudo e tudo saberem. Não ignoras que ainda partilham dos vossos erros e prejuízos. Depois, quando unidos à matéria, não gozam de todas as suas faculdades de Espírito. Deus outorgou ao homem a faculdade sonambúlica para fim útil e sério, não para que se informe do que não deva saber. Eis por que os sonâmbulos nem tudo podem dizer.
[9a - página 233 questão 430]
Ainda menino, Emanuel Swedenborg teve as suas visões. Mas êsse delicado aspecto de sua natureza foi abafado pela extraordinária-mente prática e enérgica idade viril. Entretanto, por vêzes veio ela à tona, em tôda a sua vida e muitos exemplos foram registrados, para mostrar que possuía poderes geralmente chamados "vidência a distância”, no qual parece que a alma deixa o corpo e vai buscar uma informação a distância, voltando com notícias do que se passa alhures. Não é uma peculiaridade rara nos médiuns e pode ser comprovada por milhares de exemplos entre os sensitivos espíritas; mas é rara nos intelectuais e também rara quando acompanhada por um estado aparentemente normal do corpo quando ocorre o fenômeno.
Assim, no conhecidíssimo caso de Gothenburg, onde o vidente observou e descreveu um incêndio em Estocolmo, a trezentas milhas de distância, com perfeita exatidão, estava êle num jantar com dezesseis convidados, o que é um valioso testemunho. O caso foi investigado nada menos que pelo filósofo Kant, que era seu contemporâneo.
[95 - Capítulo: A História de Swedenborg]
Ver também:
Andrew Jackson Davis
Ciência e Espírito
Clariaudientes
Desdobramento no sono artificial
Mediunidade espontânea
Pneumatógrafos
Vidência
Visão do sonâmbulo
Visão e Audição

Como posso ter uma experiência fora do corpo?

Como posso ter uma experiência fora do corpo?
IntroduçãoVocê deve saber sobre as experiências fora do corpo (EFC) por causa de um programa de TV, de um artigo, ou talvez já tenha realizado essa experiência. Por séculos, esses estranhos fenômenos fascinaram médicos, cientistas, teólogos e teoristas amadores. Geralmente, as EFC são associadas a doenças ou incidentes traumáticos, mas em 24 de agosto de 2007, pesquisadores britânicos e suíços publicaram estudos no jornal acadêmico Science descrevendo como pode ser possível uma EFC em pessoas saudáveis.
Foto cedida por DreamstimeDurante uma experiência fora do corpo,
as pessoas sentem como se observassem
os seus corpos físicos através
de uma perspectiva externa
Os experimentos dependiam de descobrir o que faz o cérebro de uma pessoa saber que ela se encontra dentro de seu corpo físico. É basicamente o sentido da visão ou vários sentidos e outros processos têm de trabalhar juntos? Se uma pessoa é capaz de sair de seu corpo, olhar ao redor e ver seu próprio corpo como um observador externo, o que aconteceria? Ela ainda se sentiria dentro de seu corpo físico ou sua percepção própria mudaria para onde seu ponto de vista, os seus "olhos", estivessem posicionados?
Para responder a essas questões, os pesquisadores britânicos do Instituto de Neurologia da University College London conduziram dois experimentos. No primeiro, os voluntários sentaram em cadeiras e colocaram telas de vídeo na frente de seus olhos. A tela projetava imagens de duas câmeras localizadas a cerca de 1,2 metro atrás do voluntário. Cada câmera servia como um olho, uma projetava do lado esquerdo da tela e a outra, do lado direito. O efeito foi que o participante via uma imagem de um ponto de vista de 1,2 metro atrás de suas próprias costas.
Depois, um pesquisador ficou na frente das câmeras para que parecesse estar perto do "corpo virtual" do participante. Dessa posição, ele tocou ao mesmo tempo o peito do participante e seu corpo virtual com um bastão de plástico. O resultado foi que os participantes sentiram que estavam em seus corpos virtuais, apesar de terem sentido o toque do bastão. Muitos descreveram a experiência como sendo engraçada ou estranha.
O segundo experimento usou sensores de suor para medir as reações emocionais do participante. Na frente das câmeras, um pesquisador balançou um martelo em direção ao corpo virtual do participante. Os sensores mostraram que o participante ficou com medo de ser realmente atingido pelo martelo.
Pesquisadores da Suíça conduziram o terceiro experimento no Laboratório de Neurociência Cognitiva na Ecole Polytechnique Federale. Eles mostravam aos voluntários uma das três projeções em 3-D: um bloco, um boneco ou o próprio corpo do voluntário. Depois, alguém tocava as costas do voluntário enquanto outra pessoa tocava a parte de trás da projeção com um bastão, isso acontecia simultaneamente em alguns casos. A seguir, os pesquisadores vendaram os voluntários, os viraram para trás e removeram a venda. Quando pediram que eles voltassem para a posição inicial, as pessoas que tiveram suas costas tocadas ao mesmo tempo que tocaram a imagem de seu corpo se moveram para onde a projeção estava, e não para onde elas estavam inicialmente. Aqueles que observaram o boneco ou o bloco serem tocados voltaram para a posição correta.
Na próxima página, vamos ver o que significam esses resultados e o que eles nos dizem sobre as causas das EFC.