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OS MILAGRES

O milagre é uma intervenção livre de Deus, fora do curso normal da natureza. (Santo Tomás de Aquino)
A parapsicologia possui uma divisão específica para casos que transcendem os fenômenos humanos. São chamados de fenômenos Supranormais, sobrenaturais - SN - (milagres).
O cientista não pode ver a Deus atuando. A divindade e as conseqüências religiosas dos fatos, não são objeto direto da ciência.
Esta se limita aos aspectos fenomenológicos, aos fatos. Determina também, o ambiente e o contexto histórico, como um aspecto a mais dos fatos.
A parapsicologia estuda as características e ambiente em que ocorrem os milagres.
Com esse estudo se chegou a conclusões fantásticas.
Tal verificação científica demonstra que os prodigiosos fenômenos sobre-humanos, SN, ocorrem, única e exclusivamente, num contexto religioso-divino-cristão-católico.
Os Milagres são, pelo seu contexto, a assinatura (prova) de Deus para toda sua doutrina. Não são favores particulares de Deus em sua essência ( é claro que acaba sendo para quem recebe); mas num sentido amplo e que vale para toda a humanidade, são as provas irrefutáveis da existência de Deus e sua assinatura para toda sua doutrina.
Cada aspecto da doutrina está confirmada por milagres através da História. Por exemplo: a Eucaristia - confirmada por muitos milagres eucarísticos.
Poderíamos descrever a parapsicologia, como um dos ramos da ciência que estuda o incomum.
E que interessa muito à religião por dois motivos: primeiro, porque muitíssimas religiões fundamentam-se nestes fenômenos, sem jamais tê-los estudado. Segundo, para se ter uma religião racional, culta.
Robert Amadou, padre melquitamaronita (católico), que é parapsicólogo, define a Parapsicologia como o estudo dos fundamentos, verdadeiros ou falsos, de todas as religiões. Podemos dizer que é um estudo dos milagres verdadeiros ou falsos. A partir desse estudo sobre milagres, a ciência comprovou que os únicos fenômenos supranormais verdadeiros, os ditos milagres, só ocorreram em ambientes do antigo judaísmo e no mundo católico.
Após o cisma ou reformas protestantes, os milagres cessaram nos ambientes cismáticos e protestantes, enquanto na Igreja Católica eles continuaram em profusão. Os racionalistas, principalmente no século XIX, organizaram uma campanha mal intencionada, arrastando multidão de pessoas cultas, inclusive teólogos protestantes (chamados liberais) e católicos (modernistas). Deturparam caluniosamente até a definição de milagre, como se fosse violação, suspensão ou derrogação das leis da natureza. A maioria dos "especialistas" (?) acreditam hoje que essa falsa definição é a verdadeira, e por tão crasso erro opõem-se ao milagre.
Na realidade, até o senso comum popular sabe que milagre é um fato no nosso mundo devido à intervenção de uma força sobrenatural. O milagre, por essência, não tem explicação natural. Tem que ser superior às forças da natureza. Por ser fato observável pertence às Ciências de Observação. O conjunto dos ramos da ciência que estudam o maravilhoso chama-se parapsicologia.
E por ser devido a um agente sobrenatural interessa à teologia.
Antes da pesquisa, o milagre poderia, hipoteticamente, dever-se a demônios, espíritos, fadas, deuses... "A gosto do consumidor". Após as pesquisas – hoje podemos dizer: – comprovou-se que milagres só acontecem em ambiente – religioso divino.
Mais: sucessivamente só em ambiente judaico antigo, depois
cristão até a separação de protestantes e cismáticos; depois só em ambiente católico.
Neste ponto há descobertas muito significativas. Por exemplo, na
incorrupção verdadeira de cadáveres (diferente de mumificação, saponificação, congelamento, etc, etc); na Catedral de Canterbury (anglicanos) há um cadáver incorrupto; e muitos cadáveres incorruptos na antiga Rússia (cismáticos). Mas todos esses cadáveres são de santos antes do protestantismo e do cisma!
Depois continuou havendo muitos incorruptos, só no catolicismo... Concretamente o "Dom de línguas". No dia de Pentecostes São Pedro falou, ao mesmo tempo, 18 línguas diferentes. Ou nenhuma. Ou uma só. Mas foi entendido, cada um na sua própria língua, por milhares de pessoas. Milagre. Ambiente divino. Daí se deduz que Deus é o autor.
Nunca em nenhum outro ambiente, em nenhuma parte do mundo, em nenhuma época, alguém falou ao mesmo tempo nem sequer duas línguas.
O que pode ocorrer é o fenômeno parapsicológico humano chamado xenoglossia. Por esta faculdade, uma pessoa pode falar uma língua estrangeira – ou várias línguas sucessivamente - sem nunca tê-las aprendido conscientemente. Deve-se à memória total e faculdades de adivinhação inconscientes.
Causa forte impressão, mas é fenômeno natural. Todos os apóstolos falavam o dia inteiro as línguas e dialetos das regiões que visitavam. São Vicente Ferrer pregava o dia inteiro em todos os inumeráveis dialetos da Europa do século XV, etc.milagres. Há outros muitos tipos de milagre: revitalização de mortos; reparação instantânea com recuperação de substâncias óssea, muscular... (até pernas inteiras após anos de cortadas e enterradas); cura instantânea e definitiva da gangrena; cura de cegueira por atrofia ótica ou mesmo falta do olho; multiplicação de alimentos; tempestades do mar instantaneamente acalmadas, etc. Fenômeno por fenômeno, a Parapsicologia conhece hoje os limites naturais, superados imensamente pelo milagre ou poder divino. Muitos e claríssimos milagres.
Comprovou-se que a finalidade do Milagre é sempre e principalmente confirmar e fundamentar a fé racional na única Revelação e religião verdadeiras.
Invocando o nome do Senhor
Ao verdadeiro cientista, ao observador dos fatos, uma circunstância logo chama a atenção, antes mesmo de debruçar-se na análise dos próprios milagres. No Antigo Testamento, os fazedores de milagres jamais pretenderam fazê-los por uma força própria ou usando as forças da natureza: invocavam o nome de Iahweh - oração de petição - e a Ele atribuíam os Milagres. Os textos são inumeráveis. Por exemplo:"O povo murmurou contra Moisés... Moisés clamou a Iahweh e Iahweh lhe mostrou... pois Eu sou o senhor que te ama" (Ex 15, 24-26) Exatamente igual os apóstolos e discípulos. Oram antes de "realizar" o milagre: "Pondo-se de joelhos, orou" (At 9,40). Invocam o nome de Jesus para realizar os milagres: "Senhor, até os demônios (doenças internas, que na época eram mais misteriosas e difíceis de abordar) se nos submetem em Teu Nome" (Lc 10-17); "Sabei todos vós, assim como todo o povo de Israel: é pelo nome de Jesus Cristo Nazareno..., é por Seu Nome e por nenhum outro" (At 4,10). E a mesma circunstância se observa em todos os "fazedores de milagres" (quem realiza é Deus) ao longo da história. Jesus pelo contrário, nunca orou para realizar um milagre, fazia-os pelo Seu próprio poder, porque "Eu e o Pai somos um" (Jo 10,30).
Menos na revitalização de Lázaro, quando antes, Jesus orou e agradeceu ao Pai, mas "digo isto por causa da multidão que me rodeia, para que creiam que Me enviaste". (Jo 11- 42)

Mistérios da Bíblia

A vida além da morte


José Tadeu Arantes

Saída do corpo, travessia de um túnel, visão de luzes sobrenaturais: os relatos de quem voltou do "lado de lá"

O medo da morte já fez com que muita gente perdesse a alegria de viver. E, até recentemente, as correntes religiosas, filosóficas e científicas dominantes pareciam ter pouco a oferecer a essas pessoas angustiadas. Para as gerações mais velhas, era melhor nem pensar na morte. Pois o que isso trazia à memória eram as aulas de religião da escola primária, com suas descrições apavorantes do inferno e do purgatório, ou os livros materialistas lidos na adolescência, nos quais toda a consciência se extinguia com o último suspiro. Entre os cenários punitivos e a falta de qualquer perspectiva, havia pouco espaço para o conforto e a esperança.

Os jovens de hoje têm o privilégio de respirar uma atmosfera bem menos opressiva. Graças ao fantástico progresso dos procedimentos médicos e das técnicas de reanimação, cada vez mais pessoas vêm sobrevivendo a episódios de morte clínica (caracterizados pela parada cardíaca). E os relatos que muitos fazem dessas situações-limite, daquilo que viram, ouviram e sentiram na trajetória interrompida para o "lado de lá", apresentam uma nova visão da morte e da própria vida. Em lugar da angústia de caminhar para o completo aniquilamento, eles falam da certeza absoluta de que estavam apenas transitando de um plano a outro da existência. E, embora alguns reportem vivências aflitivas, talvez provocadas por memórias carregadas de culpa, a maioria descreve extraordinárias experiências de luz e plenitude, sábias reavaliações dos momentos vividos, encontros com seres carregados de compreensão, compaixão, amor e até mesmo bom humor.

Nos Estados Unidos, essa vivência incomum foi batizada com a sigla NDE, formada pelas iniciais da expressão Near Death Experience - Experiência Próxima da Morte, às vezes também traduzida como Experiência de Quase-Morte. Desde a década de 70, ela vem sendo estudada, com todos os requintes do método científico, por médicos, psiquiatras, psicólogos e tanatólogos - como são chamados os pesquisadores do fenômeno da morte. E foi feito até um levantamento de todos os casos de NDE registrados no território americano. Segundo essa enquete, realizada pelo Instituto Gallup, 5,2% da população adulta dos Estados Unidos já passou por esse tipo de experiência. Em números atuais, essa porcentagem corresponde a aproximadamente 13 milhões de indivíduos.

Um forte zumbido
No Brasil, a psicanalista paulista R. L., 46 anos, é uma das muitas pessoas que chegou ao limiar da morte com a consciência plenamente desperta. Sua história inspirou as imagens que ilustram a abertura desta reportagem. A experiência ocorreu há 18 anos, quando um abcesso provocou em seu organismo uma infecção generalizada. Sua condição física deteriorou-se rapidamente e a pressão arterial encostou em zero. Na UTI, R. L. sentiu-se desfalecer. "Tive a impressão de que minha 'imagem' saía fora do corpo. Ela mantinha minha forma corpórea, mas era semitransparente. Meu pensamento acompanhava essa 'imagem', que flutuava perto do teto. De lá, eu via meu corpo. Porém já não o sentia mais."

Ao se desapegar do corpo, R. L. percebeu-se entrando num túnel, em fantástica velocidade. "Havia um forte zumbido. À medida que eu avançava, vinham-me imagens de meu passado remoto, dos tempos de criança. Eram cenas comuns, brincadeiras infantis. Ao mesmo tempo, uma voz interna, inaudível, me perguntava: 'O que você aprendeu com isso? Valeu a pena?'. Eu experimentava uma incrível sensação de leveza, de paz e de felicidade."

Em determinado momento, R. L. lembrou-se de que vinha atendendo, como psicanalista, um garoto muito pobre. Era um caso grave, ao qual se dedicou de corpo e alma, recebendo por isso pagamento puramente simbólico.

Então, ela afirmou: "Ajudei essa pessoa". Como se quisesse dizer: "Será que isso conta ponto a meu favor?". E a voz perguntou-lhe: "Você aprendeu com isso?". "Muito", ela respondeu. Ao que a voz concluiu: "Então valeu a pena, para você". R. L. sentiu-se imensamente tranqüilizada. Ela compreendeu qual era o verdadeiro sentido daquele diálogo. "Não era cobrança ou julgamento moral, mas uma avaliação tranqüila."

Enquanto contemplava imagens há muito tempo esquecidas, R. L. deu-se conta de que o túnel em si era escuro, com as paredes desfocadas pelo excesso de velocidade. Mas, na saída, havia uma luz de intensidade indescritível. "Naquela luz, vislumbrei um jardim. E, ao deixar o túnel e entrar nele, vi que era muito espaçoso, com gramados verdes e árvores enormes. A sensação que ele transmitia era tão pacífica, tão deliciosa, que eu jamais ia querer sair de lá. No jardim, percebi um banco, com três pessoas sentadas. Não consegui ver seus rostos, mas, à medida que fui me aproximando, elas começaram a se movimentar, como que para me receber. A primeira chegou perto; a segunda, até o meio do caminho; a terceira ainda permanecia sentada."

Mas o processo foi bruscamente interrompido. Porque, enquanto enxergava o jardim e as três pessoas, R. L. continuava visualizando as imagens de sua vida. E, de repente, viu uma foto onde apareciam seus dois filhos mais velhos, que, na época, ainda eram bebês. "Nesse instante, eu gritei: 'Não posso morrer! Tenho dois filhos pequenos e eles precisam de mim!' ".

Voltei a crer em Deus
Foi a primeira vez, durante toda a experiência, que lhe veio a idéia de morte. "Eu não tive medo, mas o amor por meus filhos me puxou imediatamente de volta. Senti como se levasse uma pancada na cabeça. Abri os olhos e me vi outra vez em meu corpo, na UTI. A partir daí, minha pressão subiu e eu pude ser operada." Como já aconteceu com muitas outras pessoas, essa experiência trouxe para R. L. mudanças de vida radicais. "A principal foi que eu voltei a acreditar em Deus." Desde a adolescência, a psicanalista havia comprado a idéia de que Deus é uma invenção humana, destinada a compensar nossas fraquezas, medos e limitações. Depois de passar pelo que passou, ela compreendeu que há muito mais coisas entre o Céu e a Terra do que sonha a nossa vã filosofia. "A segunda mudança importante foi em relação aos valores. Entendi que a gente está aqui para aprender, para evoluir, para se tornar uma pessoa melhor."

Maria Stella Santos Graciani, 49 anos, passou por experiência semelhante em março de 1986. Pedagoga e cientista social, ela é atualmente vice-diretora do Centro de Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Há 12 anos, viveu um grave episódio de arritmia cardíaca, que provocou sua morte clínica. Na UTI, percebeu-se saindo do corpo. "Fui levada para dentro de uma turbulência circular."

Paz indescritível
Era um túnel bastante escuro, no qual ingressou em alta velocidade. "De lá fui arremessada para um lugar intensamente iluminado. Não havia nenhuma paisagem, nenhum cenário, só uma luz transcendental. Senti uma paz e uma tranquilidade indescritíveis. E, quando estava imersa naquela sensação, vi duas figuras se aproximando. Eram duas figuras de luz. Eu não conseguia distinguir perfeitamente suas feições, mas percebi que um tinha barba e o outro usava um chapeuzinho na cabeça."

Maria Stella está convencida de que as aparições eram Jesus e São João Bosco, um padre e educador italiano do século passado que foi canonizado pela Igreja Católica. Com uma vida inteira dedicada aos pobres e marginalizados e às crianças abandonadas, Dom Bosco sempre foi o modelo que inspirou Maria Stella. "Todo o meu trabalho como educadora se baseia em seu exemplo. Ao vê-lo em companhia de Cristo naquele mar de luz, senti um desejo imenso de encontrá-los. Mas, quando estava quase chegando, eles fizeram um sinal para eu voltar. E, nesse mesmo momento, comecei a recapitular minha vida anterior e lembrei-me de minhas duas filhas, Graziela e Juliana. Retornei, então, pelo mesmo turbilhão. Revi meu corpo na UTI e os médicos fazendo um esforço desesperado para reanimá-lo. Senti um tranco e ouvi um dos médicos dizer: ela está viva."

Como aconteceu com R. L., Maria Stella foi profundamente afetada pela experiência. "Voltei à vida com uma força incrível: estou muito mais criativa, realizo várias atividades ao mesmo tempo, quase nunca me canso e consigo me lembrar das coisas nos mínimos detalhes. Também aumentou muito o meu amor pela humanidade, o meu compromisso com os pobres e marginalizados. Passei a dedicar minha vida às crianças e adolescentes em situação de risco pessoal e social: crianças aidéticas, prostituídas, analfabetas, excluídas da sociedade. A elas, todo o dia, eu desejo um bom dia. E, ao fazer isso, sinto-me em estado de graça."

O que mais impressiona nas experiências próximas da morte é a semelhança dos relatos. Embora não haja uma só narrativa que seja rigorosamente igual a outra, a grande maioria segue um roteiro básico, cuja incidência desafia qualquer tentativa de qualificar essas vivências como meras alucinações.

Mestres e profetas
Da parada cardíaca ao final da reanimação, tal roteiro obedece, em linhas gerais, a dez etapas bem delimitadas:

A pessoa sente-se desprender do corpo e, nesse momento, cessa todo o desconforto, a dor e a aflição que a acompanhavam;
Uma forma semelhante ao corpo, porém mais sutil, passa a flutuar alguns metros acima do chão. A consciência individual da pessoa mantém-se ligada a essa forma e, do alto, observa o corpo inerte lá embaixo.
A consciência registra todas as imagens e sons do ambiente. Caso se trate de uma UTI, ela pode ver e ouvir o funcionamento dos aparelhos e o esforço da equipe médica envolvida na reanimação do corpo;
Num dado momento, a consciência desinteressa-se por essas informações e, mudando o seu ângulo de visão, percebe a existência de um vórtice ou túnel, que a atrai com uma força irresistível;
A forma-consciência penetra no túnel e desloca-se através dele numa velocidade estonteante. Um forte zumbido, difícil de qualificar, acompanha o deslocamento;
Enquanto se desloca, a pessoa recapitula criticamente sua vida. As memórias que emergem dificilmente seriam consideradas importantes num estado ordinário de consciência. Revelam-se, no entanto, altamente significativas, no contexto da avaliação. A experiência inteira não obedece aos padrões usuais de espaço e tempo. Toda uma existência pode ser rememorada em poucos segundos;
No final do túnel, a consciência percebe uma luz, cujo esplendor não tem paralelo com nenhum fenômeno luminoso do mundo material. Essa luz lhe transmite uma extraordinária sensação de paz, plenitude e felicidade. Ela quer ingressar na luz e de forma alguma deseja regressar ao corpo físico;
A súbita emergência de uma memória específica interrompe o processo. A pessoa se lembra de entes queridos ou de alguma outra questão pendente em sua vida;
Ela sente, então, uma forte pancada. E a forma-consciência se reacopla ao corpo físico;
O quadro clínico da pessoa sofre uma súbita e inexplicável melhora.
Esse roteiro básico pode ser enriquecido pela descrição de cenários deslumbrantes, como o jardim visto por R. L. na outra extremidade do túnel. Por comunicações com parentes e amigos falecidos. Ou pelo encontro com seres de luz, que transmitem à pessoa um sentimento de amor incondicional.

Em determinados relatos, esses seres são descritos como anjos ou guias. Em outros, são associados às figuras de santos, profetas, grandes mestres espirituais ou avatares (manifestações divinas). No caso dos anjos ou guias, algumas pessoas afirmam que os viram antes mesmo de sair do corpo físico, ou pouco depois de fazê-lo, e que foram conduzidas por eles ao longo de toda a experiência. Já as outras manifestações ocorreriam principalmente depois da travessia do túnel.

Longe do planeta
No campo da psicologia, tais idéias não deveriam provocar grandes surpresas, pois um dos papas da área, o psiquiatra suíço Carl Gustav Jung (1875-1961), vivenciou fantástica experiência visionária após sofrer um enfarte cardíaco. Em estado de coma, ele viu-se fora do corpo e do próprio planeta. "Parecia-me estar muito longe, no espaço cósmico", relatou anos depois.

"Abaixo de mim, eu via o globo terrestre, banhado por uma maravilhosa luz azul. Justamente sob os meus pés estava o Ceilão (Sri Lanka) e, na minha frente, estendia-se o subcontinente indiano." Mais tarde, Jung informou-se a que distância da Terra deveria estar para visualizar tal amplidão: cerca de 1.500 quilômetros. Numa época em que os aviões não ultrapassavam a altitude de 10 quilômetros, essa visão era inimaginável. Ela só se tornaria acessível à humanidade no início dos anos 60, com os primeiros vôos espaciais tripulados. Após um momento de contemplação, o psiquiatra virou-se. Algo de novo surgiu em seu campo visual. "A uma pequena distância, percebi no espaço um enorme bloco de pedra, escuro como um meteorito, quase do tamanho de minha casa."

Um templo no espaço
Escavado na rocha do meteorito, havia um templo semelhante a muitos que existem na Índia. "Uma entrada dava acesso a um pequeno vestíbulo. À direita, sobre um banco de pedra, estava sentado, na posição de lótus, completamente distendido e repousado, um indiano de pele bronzeada, vestido de branco. Esperava-me sem dizer uma palavra. À esquerda, abria-se o portal do templo. Vários nichos, cheios de óleo de coco, em que ardiam mechas, cercavam a porta com uma coroa de pequenas chamas claras." Enquanto chegava perto do meteorito, o psiquiatra sentiu que tudo o que ele tinha sido até então se afastava dele ou lhe era arrancado. Ao mesmo tempo, tinha certeza de estar se aproximando do lugar onde iria encontrar o grupo de seres humanos ao qual realmente pertencia e onde seriam respondidas as grandes perguntas pendentes de sua vida. Enquanto pensava nessas coisas, um fato atraiu sua atenção: lá de baixo, da Europa, ergueu-se uma forma. Era seu médico, ou melhor, a forma dele, circundada por uma corrente de ouro. "Quando ele chegou diante de mim, pairando como uma imagem nascida das profundezas, produziu-se entre nós uma silenciosa transmissão de pensamentos."

Seu médico fora delegado pela Terra para trazer-lhe uma mensagem: ele devia retornar. "No momento em que percebi essa mensagem, a visão desapareceu." Jung saiu do coma e, em três semanas, recuperou-se totalmente. Mas essa experiência marcou-o para sempre: entre outras lições, ficou a certeza de que tudo o que valorizamos como sendo a vida é apenas um pequeno fragmento da existência.

Visões tão poderosas como esta explicam por que as experiências próximas da morte ganharam as páginas de um sem-número de livros e inspiraram filmes de tanto sucesso, como Ghost e Linha Mortal. Porém, entre os milhares de casos registrados, é difícil encontrar alguém que tenha vivenciado mais de uma vez esse tipo de situação. Foi o que ocorreu com a psicóloga brasileira Ita Perla Wilde de Moraes, 41 anos. Com saúde frágil, ela passou por uma experiência próxima da morte em 1986, quando entrou em estado de coma durante a retirada de um cálculo renal e viu intensos focos de luz sobrenatural.

Encontro com Cristo
Em junho deste ano, Ita voltou a colocar os pés na estrada que leva ao "lado de lá". Um quadro de bronquite aguda fez sua pressão arterial subir a 23 por 18 e, desta vez, ela chegou a atravessar o túnel. Foi parar num espaço feericamente iluminado, onde uma voz masculina, ao mesmo tempo austera e suave, transmitiu-lhe uma mensagem pessoal precisa. "A partir daí, comecei a escutar, muito ao longe, a voz da minha irmã, me chamando. Ouvi também uma enfermeira dizer que a minha pressão estava cedendo."Dois dias depois, Ita teve alta.

Porém sua mais notável experiência visionária ocorreu entre esses dois episódios, logo após uma delicada cirurgia, que durou 12 horas. Ao ser retirada da sala de operação, Ita viu-se cercada por anjos. "Eles eram muitos, estavam envolvidos por uma espécie de névoa e sorriam. Aí aconteceu um fato engraçado. Minha mãe estava ao lado e, quando me ouviu falar em anjos, achou que eu me referia ao enfermeiro que empurrava a maca. Agradecida, ela entregou a ele todo o dinheiro que tinha na bolsa."

Alguns médicos não pensariam duas vezes antes de rotular um caso desses como alucinação, provocada pela overdose de anestésicos tomados durante a cirurgia. Esta é a interpretação-padrão e não resta dúvida de que realmente dá conta de vários episódios. Mas, como enfatiza o neurologista Roger Walz, pesquisador do Centro de Memória da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, tal explicação de forma alguma esgota o assunto. "Devido à interrupção momentânea da irrigação sanguínea, associada ao uso de remédios durante as manobras de ressuscitação, podemos supor que a retomada das funções cerebrais seja acompanhada de distorções sensoriais", afirma o neurologista. "Isso explicaria fenômenos mais simples, como a visão de luzes e a audição de sons inarticulados, ou até mesmo certas alucinações. Porém, fenômenos mais complexos e cujos relatos se repetem, como por exemplo ver o corpo do lado de fora, continuam sem explicação do ponto de vista neurológico. Não creio que sejam sonhos, pois seria difícil o cérebro dedicar-se a uma função tão sofisticada num momento em que está entrando em colapso."

Foi uma vivência descrita como encontro com Cristo que inspirou o médico americano Raymond Moody a iniciar a mais célebre pesquisa das experiências próximas da morte, relatada no livro Life After Life (Vida Depois da Vida). O caso foi contado a Moody pelo psiquiatra Georges Ritchie, que, em 1943, quando ainda era um jovem soldado, sofreu uma severa pneumonia, teve picos de febre altíssimos e entrou em estado de coma. Horas depois de ter mergulhado na inconsciência, Ritchie acordou, levantou da cama e começou a percorrer os corredores do hospital. Mas descobriu que ninguém parecia ouvi-lo ou enxergá-lo. E mais: as pessoas atravessavam o que ele julgava ser o seu corpo sem a menor dificuldade. Espantado, ele voltou ao quarto e percebeu seu verdadeiro corpo estendido sobre o leito.

Amor incondicional
Nesse instante, uma luz extraordinária entrou em seu campo visual. Pouco a pouco, ele começou a divisar, nessa luminosidade, uma forma humana. E, quando sua consciência assimilou a percepção, Ritchie ouviu, dentro de si mesmo, uma ordem inquestionável: "Fique de pé, pois você está na presença do Filho de Deus" . Anos mais tarde, ele disse a Moody que aquele não era o Jesus de seus livros de catecismo. "O Jesus desses livros era gentil, amável, compreensivo e talvez um pouco fraco. Aquele personagem era o próprio poder, mais idoso que o tempo e no entanto mais moderno que qualquer pessoa. O que emanava dessa presença era um amor incondicional."

Na frente dessa figura impressionante, o rapaz viu desfilar toda sua vida. E ficou muito embaraçado ao se deparar com as experiências sexuais da puberdade. Mas aquilo não pareceu chocar nem um pouco o seu interlocutor. Este perguntou-lhe então: "O que você fez em sua vida que possa me mostrar". Sem conseguir encontrar nada que valesse a pena, Ritchie argumentou que não tinha o que mostrar porque ainda era muito jovem para morrer. Ao que o personagem replicou: "Ninguém é jovem demais para morrer, porque se trata apenas da passagem de uma realidade a outra". E levou-o para conhecer cinco dessas outras realidades. Depois de visitar mundos que jamais sonhou existir, Ritchie mergulhou outra vez na inconsciência. Enquanto isso, os médicos o davam como clinicamente morto. Inconformado, um médico residente resolveu fazer uma última tentativa e enfiou uma agulha hipodérmica no coração do soldado. O músculo voltou a bater.

Pesquisas médicas
O livro de Moody foi publicado pela primeira vez em 1975, com uma tiragem modesta de 2 mil exemplares. Para surpresa do pesquisador e de seus editores, já foram vendidos mais de 14 milhões de volumes, em dezenas de idiomas diferentes. Sua investigação pioneira foi amplamente confirmada pelas criteriosas pesquisas de outros cientistas, como os cardiologistas americanos Maurice Rawlings e Michael Sabom. O curioso é que esses dois médicos não tinham até então qualquer interesse por temas espirituais

e consideravam as descrições das NDE um mero sensacionalismo da imprensa. Porém, foram obrigados a rever tal ponto de vista ao se depararem com casos vivenciados por seus próprios pacientes.

Mas a prova mais conclusiva da veracidade das experiências próximas da morte foi fornecida pela pesquisa do pediatra americano Melvin Morse. Liderando uma equipe composta por um anestesista, um neurologista e um psiquiatra, Morse verificou que, depois de terem passado por episódios de morte clínica, também crianças, de diferentes idades, condições sociais e credos religiosos, descreviam vivências que seguiam o roteiro clássico das NDE. A investigação foi provocada por uma ocorrência excepcional, atendida por Morse. Trata-se do caso de Krystel Merzlock, na época uma menina de 7 anos de idade. Após um afogamento, a garota teve parada cardíaca e permaneceu em condição de morte clínica durante nada menos de 19 minutos.

Segundo acredita a medicina, caso o coração fique três minutos sem bater, o processo de morte torna-se irreversível, porque as células cerebrais começam a ser destruídas por falta de oxigenação. Mesmo que o coração volte a funcionar, o cérebro sofre lesões irreparáveis. Pois bem, a despeito de todas as crenças oficiais em contrário, a pequena Krystel voltou à vida. E, o que é ainda mais extraordinário: sem qualquer seqüela neurológica.

LSD e respiração
Quando a interrogou, dias mais tarde, Morse descobriu que Krystel tinha perfeita consciência dos procedimentos utilizados durante a reanimação. Mas as surpresas do médico estavam só começando. Seu sistema de crenças seria ainda mais radicalmente posto à prova, quando Krystel lhe contou que fora levada por seu "anjo da guarda" à presença do "Pai Celeste". Este teria perguntado se ela queria ficar com Ele ou regressar para os pais. Num primeiro momento, a menina decidiu ficar, mas, depois de ter a visão de seus irmãos brincando, resolveu voltar para casa.

Morse pôs-se a pesquisar as NDE infantis. Porém, apesar do insólito relato de Krystel, suas convicções cientificistas falaram mais alto e ele adotou a hipótese de que as percepções que acompanhavam essas ocorrências eram simples alucinações provocadas pelo coquetel de medicamentos ministrado aos pacientes e pelas substâncias que o próprio organismo libera na iminência da morte. A intenção de Morse e sua equipe era provar, cientificamente, que Raymond Moody estava errado. A pesquisa, porém, demonstrou exatamente o contrário. Depois de tabular e analisar 200 entrevistas, Morse concluiu que as experiências não poderiam, de forma alguma, ser reduzidas a meros episódios alucinatórios.

Enquanto os médicos abordavam o assunto por um lado, a psicologia se aproximava dele pelo outro. E, nesse campo, nenhuma contribuição se iguala à do psiquiatra tcheco Stanislav Grof. Durante 40 anos e trabalhando com dezenas de milhares de voluntários, ele realizou uma revolucionária pesquisa da mente. Num primeiro momento, recorreu a altas doses de ácido lisérgico (LSD) para provocar estados inusuais de consciência nas pessoas pesquisadas. Mais tarde, substituiu a droga por um método não químico, conhecido como respiração holotrópica. Neste, os participantes respiram de forma específica, enquanto ouvem músicas de alto poder evocativo e são submetidos, eventualmente, a certas intervenções corporais localizadas.

Após registrar e analisar meticulosamente os relatos de milhares de indivíduos, o psiquiatra convenceu-se de que nem o LSD nem a respiração holotrópica produziam alucinações. Eles atuavam, isto sim, como amplificadores da atividade psíquica, permitindo que conteúdos inconscientes se tornassem explícitos. E, entre esses conteúdos, estavam os cenários e roteiros descritos nas experiências próximas da morte. Em outras palavras, nos trabalhos coordenados por Grof e seus seguidores, muitas pessoas, plenamente vivas, tiveram as mesmas visões e sensações que caracterizam as NDE. E, o que é mais interessante: essas visões e sensações coincidiam, muitas vezes nos mínimos detalhes, com narrativas sobre o "além" sustentadas por diferentes tradições espirituais, mas que eram antes totalmente ignoradas pelas pessoas envolvidas no experimento.

O sapato estava lá
Apesquisa de Grof reforçou a idéia de que as experiências visionárias próximas da morte não eram fantasias alucinatórias, mas expressavam algum tipo de contato com outros níveis da realidade. Esses mesmos domínios podiam ser visitados por pessoas vivas e saudáveis, em estados ampliados de consciência.

A pressa com que alguns cientistas descartam as experiências próximas da morte tem mais a ver com a defesa intransigente de um sistema de crenças do que com uma atitude realmente científica. Para esse tipo de mente positivista, que só acredita no que os olhos vêem, certos relatos apresentam talvez um desafio insuperável. É o caso deste episódio, levantado por Raymond Moody. Uma paciente, de nome Maria, é declarada morta. Após a reanimação, seu coração volta a bater. Ela recobra a condição de falar e conversa com Kim, a médica que a atendeu. Diz-lhe, então, que, durante a saída do corpo, sua forma-consciência flutuou pelo hospital e encontrou um sapato velho no batente da janela de um andar mais alto. Muitos especialistas simplesmente encarariam Maria com um sorriso incrédulo, pensando consigo mesmos: "Pobrezinha, alucinou". Kim, porém, resolveu conferir. O sapato estava lá.

O teólogo
Leonardo Boff

A morte não é um fenômeno pontual. É um processo. Se as pessoas voltam é porque esse processo não se concluiu. Mesmo assim, há o desprendimento parcial, com enorme alargamento da consciência e o encontro com um mundo que já pertence ao divino. A morte em nossa cultura constitui um trauma terrível, porque é sempre entendida como negação da vida. Porém, nessas experiências, o que se vê é a ampliação da vida, o acesso a uma dimensão da qual as pessoas só retornam com muita relutância. Na própria morte dá-se a ressurreição. Não como devolução à vida. Mas como realização plena das virtualidades do ser humano.

Leonardo Boff é teólogo católico e escritor. É autor, entre outros livros, de Vida para Além da Morte

O rabino
Nilton Bonder

Trabalhei em hospitais, com doentes terminais, nos Estados Unidos. E presenciei várias situações dessas. O que mais impressiona é a euforia com que as pessoas relatam suas experiências. Eu acho que, nessas ocasiões, elas realmente fazem contato com a verdadeira natureza humana, com a fonte da existência. Mas não têm, necessariamente, uma visão objetiva. Porque há também um aspecto onírico, alucinatório, causado pela intoxicação do corpo. Para o judaísmo, a morte é um longo processo, que dura 11 meses. Segundo a mística judaica, a alma possui sete camadas e a morte só se completa quando a mais sutil delas finalmente se desprende do mundo físico.

Nilton Bonder é rabino da Congregação Judaica do Brasil e escritor. É autor, entre outros livros, de A Alma Imoral

O budista
Ricardo Gonçalves

No budismo, existe uma tradição, segundo a qual, se a pessoa estiver preparada, um ser de luz, o Buda Amida, se manifesta a ela na hora da morte, para conduzi-la ao paraíso, a Terra Pura. Tanto o Buda Amida quanto a Terra Pura devem ser entendidos como metafóras, pois, no budismo, nada tem existência objetiva. Tudo é metáfora. O Buda Amida representa a plenitude da sabedoria e da compaixão e a Terra Pura é uma representação do Nirvana. A crença na manifestação do Buda inspirou toda uma literatura sobre a arte do bem morrer. As principais técnicas preconizadas por essas obras são a visualização da Terra Pura e a recitação do nome de Amida.

Ricardo Gonçalves é monge budista da Verdadeira Escola da Terra Pura e historiador. É autor, entre outros livros, de Textos Budistas e Zen-budistas.

O espírita
A. C. Perri de Carvalho

Nas experiências próximas da morte, o espírito ganha uma emancipação parcial, semelhante à que ocorre em certos sonhos. Os relatos sobre a travessia do túnel coincidem inteiramente com o que dizem os espíritos psicografados pelo médium brasileiro Francisco Xavier. A visão da luz sobrenatural não significa que o espírito esteja entrando em contato com Deus ou com seres altamente iluminados. Ela apenas assinala seu ingresso num outro domínio da existência, a dimensão incorpórea. Os cenários vistos nesse domínio concordam inteiramente com as descrições do mundo espiritual fornecidas pelo visionário sueco Emanuel Swedenborg (1688-1772).

Antonio Cesar Perri de Carvalho é presidente da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo e professor. É autor de Entre a Matéria e o Espírito.

Anote Para ler
Vida Depois da Vida, de Raymond Moody, Ed. Nórdica

Relatos Sobre a Existência dos Anjos da Guarda, de Pierre Jovanovic, Ed. Anagrama

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Cemitério na Praia

Existem fatos inexplicáveis que seriam difícil até de enumerar nesse relato. O que se segue não é um conto - é um fato de muitos que ocorreram e ocorrem nessas bandas.A cidade de Japaratinga, em Alagoas, tem várias praias belas, e hoje se tornou 'point', com várias pousadas - algumas delas de padrão internacional. Veraneio nesses ermos desde início da década de 80 do século passado - quando digo "ermos" não é por acaso. No início do loteamento, apenas cinco casas eram de veranistas, e as moradias de pau-a-pique dos moradores nativos eram espaças e isoladas no coqueiral, cujo único acesso ainda é uma estrada de barro batido e com quase nenhuma iluminação durante as noites.Pois bem: o antigo cemitério da localidade foi abandonado devido ao avanço do mar, que adentrou no cemitério, desfazendo antigas tumbas, tanto suntuosas quanto paupérrima.No verão de 87, éramos adolescentes em busca de novas emoções. Várias vezes fomos alertados por nossos pais para respeitar os costumes e sentimentos locais quanto ao velho cemitério abandonado. Mas, vocês sabem, a curiosidade matou o gato. Durante a noite, saíamos de carro dizendo ir ao vilarejo - o problema é que o local em questão fica a meio caminho do povoado, então...Sempre nos desafiávamos a permanecer no centro do cemitério por cinco minutos sem correr do 'spot' determinado, ou remover algo de um sepulcro recente para provar o "feito de bravura". Com efeito, nesse ano tivemos uma das maiores ressacas dos últimos tempos, o que castigou bastante o combalido campo-santo. Na manhã seguinte, fomos constatar os efeitos da arrebentação das ondas sobre o terreno.Parecia um campo de ossos - caixões semienterrados na barreira, pélvis, clavículas, costelas, vértebras e tudo quanto se faz necessário para montar um esqueleto espalhava-se pela areia da praia. Mas faltava o principal: Crânios. Vasculhamos a palmo a palmo e nada... As meninas, mais afoitas - acredite quem quiser - debruçavam-se sobre os restos e cascavilhavam em busca do "troféu". Tanto fizeram, que conseguiram.Estava na água rasa, deve ter rolado da barreira e ido parar lá no mar. Tinha um tom castanho de osso velho e apresentava a dentição perfeita num sorriso eterno, um fato raro, que não chamou a atenção naquele momento. Voltamos triunfantes, mas temerosos, pois se nossos responsáveis descobrissem - adeus praia por vários dias.Fomos até a casa de nossa valente arqueóloga, os pais estavam no Recife, escondendo o dito-cujo debaixo do armário dela.Quando a noite avizinhou, os problemas começaram. Resolvemos "brincar" com o copo e descobrir o nome do usuário da peça furtada. No início era só risadagem, sustos intencionais e nada do copo reagir. Cansados da brincadeira nos levantamos para beber água e apreciar alguns quitutes. Foi quando ouvimos claramente uma espécie de brinde - de copo batendo em copo - vindo da sala. Voltamos.O mais absoluto silêncio havia se instalado. Depois de alguns segundos começamos a nos acusar e rir - "...pensa que me pega nessa...", "...ha, foi você...". Do grupo inicial de doze restaram apenas sete querendo ir adiante com a sessão. Reiniciamos com a pergunta básica: "Têm alguém aí", "Você é de luz ou da escuridão". E o copo não se manifestava. Desistimos da concentração e começamos a conversar - e então o caldo entornou...Nossa amiga começou a chorar compulsivamente e a falar coisas desconexas "...desculpa, desculpa, desculpa...", "...deixa...", "...não, eu prometo..." - ríamos da pantomima: "quem ela pensa que pega com esse show...ha,ha,ha,ha,ha..." De súbito, ouvimos o uivar característicos dos coqueiros açoitados pelo vento forte. As janelas de madeira de ficha rangiam com a pressão, a areia penetrava pelas frestas, a luz ficou fraca deixando tudo amarelado e penumbroso - nos amontoamos no canto da sala, só ela permanecia sentada à mesa, naquela lamúria. BLAMMM - a janela abriu-se depois do estalar do ferrolho.Para total pavor - daqueles que tiveram coragem (ou insensatez) de continuar com os olhos abertos - estava prostrado um vulto em frente à janela, era uma noite escura, mas aquela sombra conseguia enegrecer ainda mais o ambiente. Pasmados, vimos nossa amiga parar de soluçar, levantar-se, ir até a janela, parar por um segundo defronte ao vulto e fechá-la. O vento cessou de imediato e luz ficou forte novamente, levantamos e fomos ampará-la, pois estava cambaleante. Perguntamos o que ela tinha presenciado e antes de fechar os olhos exaustos disse firme: "ele quer a cabeça de volta!".

Autor: Jaime Alheiros


Aparição de Virgem Maria no Texas

Devotos passaram a cultuar uma assadeira após cozinheiras de uma escola no Texas encontrarem imagem similar a de Virgem Maria na base da mesma. Céticos dizem que se parece mais com uma mancha aleatória disforme.Mas, após tentativas fervorosas de removê-la falharem, rumores de uma aparição divina se espalharam e agora peregrinos aglomeram-se em um santuário provisório em devoção a Santa.Guadalupe Rodriguez, funcionária da cantina que primeiro viu as marcas disse: "Na terceira lavagem comecei a olhar tentando descobrir o que era, me pareceu que era a Virgem Maria".A aluna Anel Vila disse: "Me disseram que a Virgem estava na cafeteria, Eu corri pra lá para ver, Meu Deus era a Virgem. Eu chorei quando a vi com meus próprios olhos".A diretora, Lyda Guerrero disse: "Acho que alguém estava nos vigiando. Acho que alguém está vigiando esta comunidade, este distrito escolar e esta escola".Um novo santuário foi armado agora, no lado de fora de uma casa de um membro da associação de pais e mestres, mas outros clamam por sua custódia. No passado, a Virgem Maria já apareceu em sanduíches de queijo na Flórida, em uma passagem subterrânea em Chicago e em uma bolha no chocolate em uma fábrica na Califórnia.

Kelley era uma menina de 7 anos que morava com seus pais em uma pequena casa (Não se sabe o nome do lugar de onde aconteceu o incêndio). Kelley era muito querida por seus pais e seus parentes, mas em um dia muito desagradável, seus pais tiveram que sair deixando uma moça tomando conta da casa e reparando a pequena Kelley. Durante a hora do jantar,ouve-se uma explosão na cozinha (Gás explodiu), a moça corre deixando a casa e some na floresta, Kelley, no seu quarto começa a gritar por socorro, que para seu azar, não havia vizinhos morando perto da casa. Kelley ficou presa em seu quarto pois a sala já estava em chamas e não tinha saída, já que não alcançava a janela de seu quarto que era muito alta. No entanto Kelley morreu queimada. Depois de algumas horas toda a casa já estava pegando fogo, a vizinhança surgiu durante o incêndio, um dos moradores volta correndo para sua casa para bater uma foto da casa no momento da desgraça. Os pais de Kelley voltam assustados com a notícia de que a casa estava pegando fogo. Estavam desesperados perguntando sobra filha, queriam entrar de qualquer jeito na casa, mas os vizinhos os agarravam bem forte para não acontecer acidentes mais graves. Os bombeiros chegam no local e começa o trabalho para conter o fogo. Eles acham o corpo de Kelley com queimaduras de 3º grau por todo o corpo já sem vida. A mãe de Kelley teve que entrar em contato com grandes psicólogos, o pai com algum tempo conseguiu superar. Os peritos disseram que estava fugindo gás da cozinha e por algum descuido acenderam algum fogo e explodiu (poderia ser o cigarro da moça que fora sumida). O mais incrível é que algumas pessoas, quando observam a foto, conseguem visualizar dois rostos no fogo. Os moradores que viviam no local do incêndio diziam que a foto mostra o rosto de Kelley acima, já o rosto mais abaixo (quase que não identificável) ninguém consegue explicar o que é, ou quem é.

CEMITÉRIO DE ESCRAVOS

Que histórias de assombrações habitam o imaginário de crianças e adultos, não é novidade.Entretanto, nunca imaginamos que aconteceria conosco. Tudo ocorreu em nossa fazenda no município de Carpina, no interior de Pernambuco. Essa fazenda está na família desde o tempo dos engenhos de cana-de-açucar, quando o sistema escravista ainda era dominante.O marasmo dos dias na fazenda era quebrado com longos papos sobre assombrações, até que um dia aconteceu o inesperado. Estávamos todos sentados no terraço; era tarde, quase meia noite, quando ouvimos gemidos de dor aterrorizantes. No começo, pensávamos ter sido apenas alucinações, até que nossa avó chegou. Estava apavorada, achando que algo de ruim havia acontecido com alguma de nós.Quando percebeu que todas estavam bem, lembrou de uma lenda antiga, contada pelo administrador da fazenda. Ele dizia que, em certas noites, um homem negro, muito alto e forte, usando roupas surradas, aparecia próximo ao matadouro da fazenda. E aquela não foi a única noite em que ouvimos os gemidos. Ainda durante aquelas férias, depois de uma noite em que os lamentos foram mais intensos, apareceu um boi morto, sem nenhum motivo aparente.Passado algum tempo, nossa avó resolveu construir uma piscina, entre a casa e o matadouro. Ao começarem as escavações, foram achadas varias ossadas humanas. Ficamos curiosas e resolvemos pesquisar sobre o passado da fazenda. Fomos falar com a pessoa mais velha da família: uma tia-bisavó. Essa nos contou que o local escolhido para ser construída a piscina era exatamente o lugar onde havia um cemitério de escravos!Mesmo sabendo da existência deste cemitério, resolveram construir a piscina. Depois que a piscina ficou pronta, os barulhos noturnos só pioraram. Além dos gemidos, barulho de correntes são ouvidos...
O comprador da imagem chamada "The Hands Resist Him" (não vou traduzir isso, entendam como quiserem), a comprou apenas para revender e a única coisa estranha que ele viu foi que após comprar o quadro recebeu mais de 35000 emails entre pessoas mandando ele jogar fora o quadro pois elas tinham tido problemas ao ver suas imagens até pessoas querendo comprar cópias impressas em termo-cera (um processo de impressão de alta qualidade que imita as telas a óleo). O quadro é uma pintura a óleo iniciada provavelmente em 1920 e terminada em 1965 segundo o novo comprador que é um negociador de arte. A mesma ainda não foi revendida pelo negociador mas tem sido vendidas cópias em termo-cera no tamanho de 91,5cm x 61cm mais 5cm de borda pelo preço de US$350. Para comprar entre em contato por hauntedpainting@aol.com.

Combustão Espontânea - Sra. M. H. Reeser

Será possível que um humano seja consumido em chamas como um pavio de velas em questão de minutos, sem motivo físico explicável? O caso mais famoso de conhecimento publico aconteceu na Petersburg, no dia 2 de julho de 1951. O carteiro levou um telegrama até a casa da senhora Mary Hardy Reeser, que morava sozinha num edifício aos sessenta e sete anos de idade. Ao tocar a maçaneta da porta, sentiu sua mão queimar. Assustado e com os dedos feridos, chamou a senhora que cuidava da portaria e uns operários que trabalhavam numa obra próxima, para que arrombassem a porta, a fim de salvar a dona da casa do que quer que estivesse acontecendo ali. O interior do apartamento apresentava um calor sufocante e tudo que era de metal era impossível de tocar pela alta temperatura.E , na cama, numa pequena área, os restos calcinados de um ser humano, seu esqueleto transformado em cinzas, o próprio crânio ficou reduzido a dez centímetros! Restou da dona da casa uma mancha negra no colchão. Aparentemente, as chamas consumiram somente a carne e ossos da senhora Reeser, como num forno crematório, sem danificar nada mais à sua volta. A alta temperatura do ar estourou vidraças e espelhos, deformou alguns objetos de plástico e fundiu as estearinas das bugias, e só. Os fusíveis não apresentavam sinal de curto circuito, e acabou por se atribuir a causa das chamas a um cigarro, situação bizarra, visto que todos sabiam que a senhora Reeser não era fumante.Nesta foto o que restou do corpo do Dr. John Bentley na morte por combustão espontânea, Pennsylvania, 1966. A chama devorou seu corpo em segundos e queimou somente o local onde estavaEm 1815, Mrs. John Rooney foi também encontrada reduzida a cinzas, em sua cadeira junto a uma mesa na sala de sua casa.Nenhum dos dois moveis ao seu redor sofreu os danos da carbonização.Mas nada se compara ao surpreendente caso que não ocorreu no silêncio e privacidade da solidão doméstica, e sim em plena luz do dia em um parque Búlgaro, sob a testemunha de várias pessoas que presenciaram esse nefasto espetáculo!Em 1924 várias pessoas passeavam pelas veredas de um parque, quando foram surpreendidas por uma estranha esfera azulada que dançava entre os arbustos. De repente , a luz tropeça para fora das folhagens, revelando perseguir um rapaz ,que de lá saiu cambaleando e tropeçando envolto na chama luminescente. Num instante e diante vários olhares estupefatos, o infeliz foi vítima de uma rápida deflagração, sendo consumido em poucos minutos.Trabalhadores limpam os restos carbonizados da Sra. M. H. Reeser, em 1951, Saint Petersburg, Flórida. Considerado o caso mais bem documentado de SHC reduziu às cinzas o corpo da vítima com exceção de um pé e do "crânio encolhido"( ficou do tamanho de uma laranja ).Na ânsia de desvendar as possíveis causas desse fenômeno hediondo, autores da Academia Francesa de Ciências atribuíram o fato à ingestão de álcool e à produção de gases combustíveis no processo da digestão, ou referente ao caso relatado na Bulgária, a um raio esferoidal, como um orb incandescente, formado de um plasma ou gás ozonizado capaz de cremar tecido orgânico. Mas a verdade é que nunca foi encontrada uma explicação satisfatória para o fenômeno que consome uma pessoa por uma chama que parece vir de seu próprio corpo e transformá-la em pouco mais que um monte ossos enegrecidos e pó .

A lenda do cavaleiro sem cabeça

Na Escócia, os membros do Clã MacLaine, do distrito de Lochbuie, evitam a todo custo andar pela estrada da região durante a noite. Eles temem encontrar um dito "cavalo espectral" conduzido por um cavaleiro negro sem cabeça, e ouvir seu tropel de cascos brilhantes e o tinir sinistros de rédeas. Dizem os moradores do local que esse cavaleiro anuncia mortes iminentes.O nome do cavaleiro é Ewen, que era filho e herdeiro do Chefe do clã MacLaine. Mas a inveja e ódio que sentia pelo pai, fez com que os dois caíssem em desgraça, e resolvessem as diferenças no Campo de Batalha de Lochbuie. Em 1538, os dois exércitos se encontraram e o filho acabou decapitado com um golpe de machado desferido por um dos seguidores de seu pai. Desde então, até hoje, muitas testemunhas afirmam ter visto e/ou ouvido Ewen, sem cabeça, em seu corcel negro, cavalgando para colher as almas dos Campos de Batalha.Reza a lenda também que esse mensageiro da morte teria tido um presságio dele próprio. Na noite anterior ao conflito, Ewen teve um encontro com a Fada Lavadeira (uma figura folclórica escocesa aparentada com a Bansidhe Irlandesa e a Bruxa da Baba Galesa). Na véspera dos combates, era sua lúgubre função lavar as roupas dos guerreiros que morreriam no combate.Ewen caminhava ao longo de um riacho quando viu a velha agachada à beira d'água, enxaguando uma pilha de camisas manchadas de sangue. Ele perguntou a ela se sua camisa estaria entre elas, e a resposta foi afirmativa. Ewen caindo no desespero, perguntou a velha se haveria algum jeito de reverter aquele prognóstico macabro. A velha disse que ele estaria livre da maldição se sua esposa, sem ser avisada, servisse manteiga para ele ao amanhecer. Mas a sorte não sorriu à Ewen, pois sua amável esposa não serviu manteiga na manhã seguinte. O infeliz mastigou estoicamente seu pão seco, rumando posteriormente para a batalha, sabendo que não retornaria.

Os animais podem prever a morte?

Os animais podem prever a morte?
Em julho de 2007, uma história fascinante surgiu no New England Journal of Medicine sobre um gato que podia "prever" as mortes de pacientes em uma casa de saúde várias horas antes deles morrerem. Oscar, um gato adotado pela equipe da Casa de Saúde e Reabilitação Steere em Providence, R.I., fez pelo menos 25 previsões bem-sucedidas, nas quais os pacientes morreram horas após o gato sentar ao lado de seus leitos. Após a equipe da casa de saúde ter percebido a capacidade de Oscar, eles começaram a alertar as famílias sempre que o gato assumia seu posto próximo ao paciente. A maioria das famílias tolerava ou mesmo agradecia a sua presença, apesar de Oscar ficar estressado se forçado para fora do quarto de um paciente morrendo, miando atrás da porta.
Histórias de animais com habilidades notáveis não são raras. Há muito tempo existem histórias de cães que detectam vários tipos de câncer com seu faro. Um estudo comprovou depois que os cães podiam sentir evidência de câncer de bexiga ao farejá-lo na urina. Algumas pessoas que sofrem de epilepsia grave usam cães especialmente treinados fornecidos por instituições de caridade. Esses cães avisam seus donos sobre convulsões iminentes, dando lambidas ou fazendo algum outro sinal. Uma mulher disse que seu cão regularmente lhe dá um aviso com antecedência de 40 minutos, permitindo que ela vá para um local seguro para não se preocupar com perigos quando ela tem convulsões.
Uma pergunta comum sobre animais que pode ser considerada através da óptica da etologia é se os animais têm capacidades sensitivas especiais. Por milhares de anos foram difundidas histórias sobre animais que prevêem terremotos. Um pouco antes do tsunami de 2004 que arrasou partes do sudeste da Ásia, muitos animais exibiram um comportamento estranho ou correram (ou voaram) para terrenos mais elevados. De acordo com alguns depoimentos, os trabalhadores de resgate encontraram um número surpreendentemente baixo de animais mortos.
Extraído do Site Sobrenatural = http://www.sobrenatural.org
Minha foto
Sou Arqueólogo, Professor de Ciências da Religião e Pesquisador de Ciencias ocultas. Tenho visitado ao longo dos anos, muitos templos religiosos em varios paises. Procuro a verdade e quero compartilhar meus estudos sobre o comportamento filosófico e religioso de povos e comunidades, que tem a fé, como sustentaculo de sua existência tridimencional. Atualmente, estou montando um acervo digital com vários artigos e livros, para auxiliar bacharéis, em defesa de teses de mestrado e doutorado em ciências da religião ou simplesmente para o aprimoramento, conhecimento ou curiosidade sobre o tema. Se quiser me contatar para aprofundar-se em pesquisas religiosas, ou simplesmente solicitar artigos ou livros, envie-me um e-mail. Tenho perto de 50.000 ítens ( desde religião primitiva até a nova ordem mundial ).

CLARIVIDENCIA SONAMBÚLICA

Na clarividência sonambúlica, é a alma que vê.
[9a - página 232 questão 428]
O desenvolvimento maior ou menor da clarividência sonambúlica depende da organização física e da natureza do Espírito encarnado. Há disposições físicas que permitem ao Espírito desprender-se mais ou menos facilmente da matéria.
[9a - página 234 questão 433]
Mesmo sendo a clarividência sonambúlica a de sua alma, o sonâmbulo não vê tudo e tantas vezes se engana. Primeiramente, aos Espíritos imperfeitos não é dado verem tudo e tudo saberem. Não ignoras que ainda partilham dos vossos erros e prejuízos. Depois, quando unidos à matéria, não gozam de todas as suas faculdades de Espírito. Deus outorgou ao homem a faculdade sonambúlica para fim útil e sério, não para que se informe do que não deva saber. Eis por que os sonâmbulos nem tudo podem dizer.
[9a - página 233 questão 430]
Ainda menino, Emanuel Swedenborg teve as suas visões. Mas êsse delicado aspecto de sua natureza foi abafado pela extraordinária-mente prática e enérgica idade viril. Entretanto, por vêzes veio ela à tona, em tôda a sua vida e muitos exemplos foram registrados, para mostrar que possuía poderes geralmente chamados "vidência a distância”, no qual parece que a alma deixa o corpo e vai buscar uma informação a distância, voltando com notícias do que se passa alhures. Não é uma peculiaridade rara nos médiuns e pode ser comprovada por milhares de exemplos entre os sensitivos espíritas; mas é rara nos intelectuais e também rara quando acompanhada por um estado aparentemente normal do corpo quando ocorre o fenômeno.
Assim, no conhecidíssimo caso de Gothenburg, onde o vidente observou e descreveu um incêndio em Estocolmo, a trezentas milhas de distância, com perfeita exatidão, estava êle num jantar com dezesseis convidados, o que é um valioso testemunho. O caso foi investigado nada menos que pelo filósofo Kant, que era seu contemporâneo.
[95 - Capítulo: A História de Swedenborg]
Ver também:
Andrew Jackson Davis
Ciência e Espírito
Clariaudientes
Desdobramento no sono artificial
Mediunidade espontânea
Pneumatógrafos
Vidência
Visão do sonâmbulo
Visão e Audição

Como posso ter uma experiência fora do corpo?

Como posso ter uma experiência fora do corpo?
IntroduçãoVocê deve saber sobre as experiências fora do corpo (EFC) por causa de um programa de TV, de um artigo, ou talvez já tenha realizado essa experiência. Por séculos, esses estranhos fenômenos fascinaram médicos, cientistas, teólogos e teoristas amadores. Geralmente, as EFC são associadas a doenças ou incidentes traumáticos, mas em 24 de agosto de 2007, pesquisadores britânicos e suíços publicaram estudos no jornal acadêmico Science descrevendo como pode ser possível uma EFC em pessoas saudáveis.
Foto cedida por DreamstimeDurante uma experiência fora do corpo,
as pessoas sentem como se observassem
os seus corpos físicos através
de uma perspectiva externa
Os experimentos dependiam de descobrir o que faz o cérebro de uma pessoa saber que ela se encontra dentro de seu corpo físico. É basicamente o sentido da visão ou vários sentidos e outros processos têm de trabalhar juntos? Se uma pessoa é capaz de sair de seu corpo, olhar ao redor e ver seu próprio corpo como um observador externo, o que aconteceria? Ela ainda se sentiria dentro de seu corpo físico ou sua percepção própria mudaria para onde seu ponto de vista, os seus "olhos", estivessem posicionados?
Para responder a essas questões, os pesquisadores britânicos do Instituto de Neurologia da University College London conduziram dois experimentos. No primeiro, os voluntários sentaram em cadeiras e colocaram telas de vídeo na frente de seus olhos. A tela projetava imagens de duas câmeras localizadas a cerca de 1,2 metro atrás do voluntário. Cada câmera servia como um olho, uma projetava do lado esquerdo da tela e a outra, do lado direito. O efeito foi que o participante via uma imagem de um ponto de vista de 1,2 metro atrás de suas próprias costas.
Depois, um pesquisador ficou na frente das câmeras para que parecesse estar perto do "corpo virtual" do participante. Dessa posição, ele tocou ao mesmo tempo o peito do participante e seu corpo virtual com um bastão de plástico. O resultado foi que os participantes sentiram que estavam em seus corpos virtuais, apesar de terem sentido o toque do bastão. Muitos descreveram a experiência como sendo engraçada ou estranha.
O segundo experimento usou sensores de suor para medir as reações emocionais do participante. Na frente das câmeras, um pesquisador balançou um martelo em direção ao corpo virtual do participante. Os sensores mostraram que o participante ficou com medo de ser realmente atingido pelo martelo.
Pesquisadores da Suíça conduziram o terceiro experimento no Laboratório de Neurociência Cognitiva na Ecole Polytechnique Federale. Eles mostravam aos voluntários uma das três projeções em 3-D: um bloco, um boneco ou o próprio corpo do voluntário. Depois, alguém tocava as costas do voluntário enquanto outra pessoa tocava a parte de trás da projeção com um bastão, isso acontecia simultaneamente em alguns casos. A seguir, os pesquisadores vendaram os voluntários, os viraram para trás e removeram a venda. Quando pediram que eles voltassem para a posição inicial, as pessoas que tiveram suas costas tocadas ao mesmo tempo que tocaram a imagem de seu corpo se moveram para onde a projeção estava, e não para onde elas estavam inicialmente. Aqueles que observaram o boneco ou o bloco serem tocados voltaram para a posição correta.
Na próxima página, vamos ver o que significam esses resultados e o que eles nos dizem sobre as causas das EFC.